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Cabo Verde regista uma taxa de prevalência de 0.8% de pessoas infectadas com HIV/Sida 02 Dezembro 2018

O VIH/Sida em Cabo Verde é de “fraca prevalência” com registo de incidência à volta de 0.8% na população global, 2.3% nas pessoas com deficiência, 3.1% nos usuários de drogas, 4.6% entre profissionais do sexo e 6,1% entre homens.

Cabo Verde regista uma taxa de prevalência de 0.8% de pessoas infectadas com HIV/Sida

A afirmação é da representante do secretariado executivo do Comité de Coordenação do Combate à Sida (CCS/Sida), Maria Celina Ferreira, em entrevista à Inforpress, no âmbito do Dia Internacional da Luta Contra Sida, que este ano se assinala sob o lema “Conheça o seu estado serológico ao VIH! Conhecimento é poder”.

Segundo esta responsável, a maior preocupação do país quanto a epidemia situa-se nos grupos considerados vulneráveis, onde já se verificou que a doença está concertada.

Os dados, assegurou, foram divulgados após o estudo bio comportamental realizado nos grupos vulneráveis, nos anos 2016, 2017 e 2018.

Segundo Maria Celina Ferreira, dados do inquérito de saúde reprodutiva, realizado em 2005, indicam que na população em geral os mais afectados são os homens com uma taxa de 1.1% e mulheres com 0.4%.

Os dados mais recentes, ressaltou, estão ainda em apuramento pelo que o país continua a trabalhar com os dados de 2005.

“Perante estes dados a nossa preocupação é fazer todo um trabalho de prevenção, diagnóstico, com o grupo mais vulnerável, garantir tratamento e condições de direitos humanos para que possam participar activamente junto dos seus pares”, disse.

Neste âmbito, adiantou que a estes grupos é oferecido um pacote de serviço que contém oferta de testes de despistagens, consultas médicas e pacotes de serviço de mitigação de estigma e discriminação.

Ainda de acordo com dados do inquérito Aids Prevention Survey Indicators (APIS, sigla em inglês), frisou, mais de 90% da população cabo-verdiana revela ter já ouvido falar da doença, sabe como se transmite e como se deve prevenir o HIV/Sida.

No entanto, manifesta preocupação com o facto de 31% de homens cabo-verdianos terem declarado ter múltiplos parceiros, mas ao mesmo tempo diz-se satisfeita por saber que 78% declarou usar preservativo.

Ainda segundo Maria Celina Ferreira, dados indicam que das 10 mil grávidas que fazem consulta pré-natal em Cabo Verde, 90 ou seja 0,7% são seropositivas.

“Normalmente as seropositivas têm procurado o serviço e recebido o tratamento adequado para que não haja transmissão vertical mãe/filho. Só o facto de termos resultados positivos com as crianças que nascem sem ter a doença é um grande ganho para o país”, enfatizou.

Cabo Verde, segundo disse, tem em seguimento nos serviços de saúde cerca de duas mil pessoas que recebem tratamento com os retrovirais.

Das pessoas em tratamento, adiantou, 53% já tem a carga viral indetectável, o que, adiantou, tem ajudado na corte de cadeia de transmissão.

De momento, disse à Inforpress, a maior preocupação do CCS/Sida é ‘empooderar’ as pessoas que se encontram em situação de doença, pois, o estigma e a discriminação “ainda são muito acentuados”.

Em mais um Dia Internacional da Luta Contra Sida, a representante do CCS/Sida apela a todos a conhecerem o seu estado serológico do VIH/Sida, pois, conhecendo cedo o estado da doença o tratamento é muito mais eficaz.

Para assinalar a data, o CCS/Sida vai realizar no sábado, dia 01, o acto central da comemoração do Dia na Assembleia Nacional, realização de testes em vários serviços do sector da saúde e na zona do mercado de Sucupira, na Cidade da Praia. ASemana/Inforpress

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