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Cabo Verde sem casos autóctones de malária desde Janeiro 13 Outubro 2018

O ministro da Saúde de Cabo Verde, Arlindo do Rosário, garantiu, esta sexta-feira 12, que o País não registou nenhum caso local de malária desde Janeiro deste ano, mas reforçou que luta anti-vectorial vai continuar, solicitando o envolvimento de todos.

Cabo Verde sem casos autóctones de malária desde Janeiro

"A situação do paludismo (malária) é de nenhum caso autóctone desde Janeiro passado em toda as ilhas de Cabo Verde. E em relação às outras doenças, as arboviroses como zika e dengue, não temos também, nenhum caso", disse o governante, durante uma visita a vários bairros da Cidade da Praia, segundo escreve a Agência Lusa.

Arlindo do Rosário, que esteve na zona de Fonton, garantiu que agora não se tem registado qualquer caso de malária, devido aos trabalhos realizados a nível do ambiente, da correção de águas e ao envolvimento das comunidades locais. "Evidentemente, que é um trabalho que precisa ser continuado e estamos a continuar com muito afinco", prosseguiu o governante, para quem é preciso continuar a infra-estruturar as zonas e a população continuar a aderir porque "este é um trabalho para e com a população".

Cabo Verde definiu como meta, a eliminação do paludismo até 2020 e, segundo o ministro, o país está num bom caminho, apesar de ainda ter um longo trabalho a ser feito.

Qustionado sobre possíveis casos importados, Arlindo do Rosário não precisou números, mas garantiu que existem sempre, por causa da situação geográfica em que se encontra de Cabo Verde - região onde existe a doença e que também tem livre circulação de pessoas. "Estamos a detectar precocemente os casos importados, por forma a evitar que se transformem depois em casos autóctones porque temos um vector no País", garantiu, citado pela Lusa.

De salientar, que durante uma visita realizada no ano passado, a vários bairros da capital do País, o ministro da Saúde informou que o Governo cabo-verdiano aprovou uma verba de emergência que ronda os 526 mil euros para combater a malária, que tinha registado mais de 200 casos.

Arlindo do Rosário indicou ainda que o valor foi usado para aquisição de meios logísticos transporte, recrutamento de recursos humanos, a nível nacional, para luta anti-vetorial, aquisição de equipamentos e reforço da capacidade de laboratório para capacidade de diagnóstico.

Recorde-se, que em Janeiro do ano passado, Cabo Verde foi distinguido pela Aliança de Líderes Africanos contra a Malária (ALMA) com o prémio Excelência 2017, pelos resultados alcançados no combate à doença, sendo o único país africano em fase de pré-eliminação.

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