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Cabo Verde só começa a pagar empréstimo do Banco Mundial em 2030, anuncia Governo 05 Abril 2020

Cabo Verde só começa a pagar em 2030 o empréstimo de 05 milhões de dólares (4,6 milhões de euros) do Banco Mundial, para reforçar a capacidade laboratorial e comprar máscaras e luvas para combater a covid-19, anunciou o Governo.

Cabo Verde só começa a pagar empréstimo do Banco Mundial em 2030, anuncia Governo

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, disse hoje que Cabo Verde precisa de um povo empreendedor e que o país “não avançará com base em narrativas ou com base em conversas”.

De acordo com uma nota divulgada pelo vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, trata-se de um empréstimo com um período de carência de 10 anos.

“Ou seja, o país só vai começar a pagar a partir de 2030 e o prazo de pagamento será até 2059″, explicou Olavo Correia, que é também ministro das Finanças.

O governante acrescentou que o financiamento – equivalente a 3,7 milhões de Direitos de Saque Especial (3.700.000 DSE) – tem uma taxa máxima de comissão de compromisso de 0,5% ao ano sobre o saldo do financiamento não desembolsado e juros anuais de 0,75% sobre o saldo de crédito desembolsado.

“Este empréstimo concessional será usado no sentido de apoiar na implementação de atividades de prevenção, deteção e resposta do Plano Nacional de Preparação e Resposta à Covid-19 em Cabo Verde”, explicou ainda.

Segundo o contrato deste financiamento, aprovado quinta-feira em reunião do Conselho de Ministros de Cabo Verde, ao qual a Lusa teve hoje acesso, trata-se de um empréstimo que terá de ser obrigatoriamente utilizado até 31 de março de 2021.

O empréstimo será feito através da Associação Internacional para o Desenvolvimento (IDA, na sigla em inglês), uma agência do Banco Mundial, e o contrato prevê que o financiamento visa a “implementação de atividades de prevenção, deteção e resposta” no âmbito do Plano Nacional de preparação e Resposta à Covid-19, lançado em março pelo executivo.

Desde logo, o financiamento será utilizado na aquisição de material médico e não médico de emergência, como luvas, máscaras cirúrgicas, respiradores, equipamento de proteção dos olhos e batas de isolamento, bem como materiais de prevenção e controlo de infeções para os profissionais de saúde e estruturas de saúde.

Será feito ainda o reforço das capacidades dos laboratórios nas estruturas de saúde, com a aquisição de reagentes para testes à covid-19, bem como de equipamento de diagnóstico e de suporte de vida, além de camas hospitalares, instrumentos cirúrgicos e de veículos para operações de emergência.

Este financiamento, através da IDA, integra o programa de emergência de 14 mil milhões de dólares (12,9 mil milhões de euros) para os países em desenvolvimento, no âmbito da pandemia de covid-19.

Cabo Verde cumpre hoje o sexto dia, de 20 previstos, de estado de emergência para conter a pandemia provocada pelo novo coronavírus, com a população obrigada ao dever geral de recolhimento, com limitações aos movimentos, empresas não essenciais fechadas e todas as ligações interilhas suspensas.

Cabo Verde regista seis casos confirmados de covid-19 no arquipélago, nas ilhas da Boa Vista e de Santiago, além de um óbito. O último caso confirmado surgiu no passado sábado.

O atual estado de emergência em Cabo Verde vigora pelo menos até 17 de abril, estando o arquipélago fechado ainda a voos internacionais e à acostagem de navios, com exceção de cargueiros.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 55 mil. A Semana com Lusa

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