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Cabo Verde sobe três lugares no Índice de Percepção da Corrupção e é o 3º país menos corrupto da África Subsaariana 30 Janeiro 2019

Cabo Verde subiu três lugares no Índice de Percepção de Corrupção (IPC) de 2018, elaborado pela Transparência Internacional, melhorando assim a posição no que toca à percepção de corrupção.

Cabo Verde sobe três lugares no Índice de Percepção da Corrupção e é o 3º país menos corrupto da África Subsaariana

De acordo com o relatório divulgado hoje,29, e citado pela Agência Lusa, Cabo Verde obteve 57 pontos, mais dois que em 2017, o que lhe valeu uma subida de três lugares, do 48º para o 45º lugar.

Cabo Verde é assim o terceiro país mais bem classificado na África Subsaariana (a seguir às Seicheles e ao Botsuana) e o 47º a nível mundial, num universo de 180 países e territórios.

A avaliação anual promovida pela organização Transparência Internacional (TI), com sede em Berlim, revela ainda, entre os países lusófonos, quedas significativas de Timor-Leste (14 posições), do Brasil (7 posições) e de Moçambique (5 posições) e subidas de Cabo Verde (3 posições) e Angola (2 lugares).

“O Brasil caiu dois pontos desde o ano passado para os 35. É a mais baixa pontuação no Índice de Perceção de Corrupção em sete anos”, aponta a Transparência Internacional (TI).

A pontuação do Brasil fica também abaixo dos 44 pontos de média do continente americano, ocupando a posição 20 entre os 32 países.

“Com promessas de acabar com a corrupção, o novo Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, deixou claro que governará com ‘mão de ferro’, ameaçando muitas das conquistas democráticas alcançadas pelo país”, aponta a Transparência Internacional citada pela Lusa.

Timor-Leste perdeu três pontos em relação ao índice de 2017, passando de 38 para 35, o que lhe valeu uma descida de 14 posições, da 91ª para 105ª.

O país é destacado no Índice no grupo de países da região Ásia-Pacífico que no último ano perderam dois ou três pontos, onde se inclui também a Austrália (77), Bangladesh (26), Maldivas (31) e Vietname (33).

Moçambique perdeu dois pontos, passando de 25 para 23, e caiu cinco posições, da 153ª para 158ª, enquanto Portugal conquistou mais um ponto que na avaliação anterior, tem agora 64, mas caiu, mesmo assim, uma posição, passando da 29ª para a 30ª.

Guiné Equatorial e a Guiné-Bissau perderam um ponto cada uma, tendo agora uma classificação de 16 pontos, e caíram da posição 171ª para a 172ª ex-aequo.

Globalmente, IPC revela que mais de dois terços dos países avaliados obtiveram menos de 50 pontos, com a pontuação média a situar-se nos 43 pontos.

Em sete anos, apenas 20 países registaram melhorias significativas nas suas pontuações, entre os quais figuram a Argentina e a Costa do Marfim.

Em outros 16 países, onde se destacam a Austrália, Chile e Malta, as classificações pioraram de forma significativa.

Os Estados Unidos (71 pontos) perderam quatro pontos e, pela primeira vez desde 2011, saíram do grupo dos 20 países líderes do IPC, caindo da 16ª para a 22ª posição. O país é referenciado como Estado a monitorizar.

“A descida acontece num contexto em que nos Estados Unidos está ameaçado o sistema de pesos e contrapesos e quando se regista uma erosão das normas éticas no nível máximo de poder”, aponta a Transparência Internacional.

Os restantes países registaram poucas ou nenhumas melhorias, segundo a TI.

A tabela continua a ser liderada pela Dinamarca (88 pontos) e Nova Zelândia (87 pontos) com os últimos lugares a serem ocupados pela Sudão do Sul e Síria (13 pontos) e Somália (10 pontos).

A análise da Transparência Internacional conclui que existe “uma relação directa entre a corrupção e a saúde democrática global”, adiantando que as democracias consideradas “plenas” obtêm uma pontuação média de 75 pontos, enquanto as classificadas como “frágeis” têm em média 49 pontos, os chamados regimes “híbridos” 35 pontos e os regimes autocráticos 30 pontos.

O Índice de Percepção da Corrupção, da Transparência Internacional, foi criado em 1995 e é um dos principais indicadores à escala mundial da corrupção no sector público, baseando-se em 13 bases de dados de 12 instituições independentes. A Semana/Inforpress

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