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Cabo-verdiano Idaletson Delgado: A arte em bolhas de sabão na Itália 28 Fevereiro 2021

Este jovem cabo-verdiano, natural de Santo Antão, viu nas terras italianas a oportunidade de criar o seu próprio negócio com o que melhor aprendeu a fazer, através da sua dedicação, esforço e vontade em fazer acontecer. Aos olhos de Idaletson Delgado, a arte das bolhas de sabão é uma paixão que vem aumentando ao longo dos anos. O objetivo é puxar o interesse, entusiasmo e a alegria das pessoas. Além da Itália, o artista está a percorrer outros paises da Europa em espectáculos, como Portugal, Espanha, França e Holanda.

Cabo-verdiano Idaletson Delgado: A arte em bolhas de sabão  na Itália

Nascido 25 de Janeiro de 1989 em Santo Antão e vivido vários anos em São Vicente, Idaletson Delgado, conheceu Frei Silvino Benetti e o seu projeto com os jovens mindelense. O capuchinho notou no jovem talentos e capacidades e aproveitando-se do facto de os Capuchinhos de Turim terem um Teatro paroquial muito famoso, inscreveu o jovem num projeto para estudar teatro e gestão de teatros.

Em exclusivo ao Asemanaonline, o artista, a residir na Cidade de Turim desde 2013, conta que conseguiu entrar para uma escola de circo, onde durante 2 anos desenvolveu habilidades e decidiu o que queria fazer. “Um amigo italiano ofereceu-me um kit para bolhas de sabão, o que foi uma surpresa para mim, apostei a partir dai comecei a criar”, conta.

Dando formas e tamanhos diferentes, Idaletson acabou por atrair pessoas de várias idades para os seus espetáculos de rua. O artista acrescenta que com um pouco de pesquisa criou um “espetáculo de bolhas de sabão de 45 minutos adaptado a espetáculo de rua”.

“Estudei circo e isso me deu uma vantagem a mais que foi o de aprender exibição de rua, que é fácil, mas com limite porque aqui temos um contacto direto com o público”, acrescenta.

E como tudo tem um custo e esta prática exige muito dos bolsos, o artista afirma que 1 Litro do sabão liquido que usa para fazer as bolhas custa 30 euros, o equivalente a 3 mil e poucos escudos em Cabo Verde. E depois se formos comprar cada material é de 50 a 1500 euros. Por isso, acrescenta que, partir daí, decidiu criar o seu próprio liquido natural, após fazer muitas pesquisas.

“Hoje faço todos os meus materiais porque se for comprar seria mais caro. Eu optei por uma receita mais natural, criado a base de plantas, com menos produtos químicos possíveis,” frisa o jovem, salientando que para além de ser mais barato e mais seguro, evite que ao entrar em contacto com os olhos não provoque ardor.

Já o tamanho das suas bolhas consegue chegar até aos 15 metros e caber ate 5 pessoas. A ideia do criador é um dia investir um pouco mais e criar uma bolha enorme para tentar meter um prédio dentro, e “é claro que isto acarreta mais custos”.

Através de vapor, criou uma bolha de sabão branca que mais se parece com uma nuvem. Foi criada através de vapor. Como explica, o segredo das bolhas é que quanto mais elástico for, mais coisas se consegue meter nele. O artista sente-se orgulhoso ao saber que, “muitas famílias vêm de outras cidades para Turim para ver os espetáculos”.

Com esta situação pandémica, Idaletson avança que, de 22 de dezembro de 2020 até a semana passada, as suas atividades estiveram paradas, mas já foram retomadas, respeitando as medidas impostas pelas autoridades da saúde. A sua maior preocupação prende-se com o aparecimento das variantes (inglesa, brasileira e sul-africana).

O artista afirmou que, sempre organizou a sua vida e que se não tivesse poupado talvez estaria numa situação difícil, quando o que mais tem sido a atualidade é a pandemia da covid-19.

Questionado se pretende fazer algum espetáculo em Cabo Verde, o artista responde que já recebeu várias propostas, sobretudo do Mindelact, mas, conforme diz, recusou, porque queriam que “fosse de graça”.

“No ano passado programei uma viagem para ir por conta própria a Cabo Verde, mas tal não foi possível por causa da pandemia, e quem sabe se um dia esse desejo se concretize”.

O jovem artista cabo-verdiano já fez espetáculos em Portugal, França, Holanda e Espanha.

AC/Redação

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