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Caiu Tiangong, satélite da estação espacial da RP China — Onde? Pacífico Sul 03 Abril 2018

A incógnita resolveu-se: os restos do Tiangong cairam, às duas da madrugada desta segunda-feira, no Pacífico Sul. Sem perigo, já que a maior parte desintegra-se ao entrar em contacto com a atmosfera da Terra. Mas o problema do lixo no espaço urge resolução.

Caiu Tiangong, satélite da estação espacial da RP China — Onde? Pacífico Sul

Como escrevíamos aqui há três dias, Tiangong ("Palácio do Céu" em mandarim) é a designação dada à Estação Espacial que a RP China pôs em órbita em setembro de 2011 e a que perdeu o controlo em 2016.

O satélite de cerca de nove toneladas e 11 m por 3,5 m integra uma experiência em curso sobre as condições que afetam os componentes de medicamentos. Constitui a primeira experiência de laboratório aeroespacial da RP China.

Caiu no Pacífico Sul, e não no Atlântico como previam peritos da ’Aerospace Corporation’, organização financiada pelo governo dos EUA que desde 2016 estudava o assunto.

A lei do acaso, quiçá, fez com que caísse no largo oceano, onde não há ninguém. No Pacífico Sul, lugar habitual onde de forma controlada caem os satélites. Desconhece-se porque desde 2016 RPC perdeu o controlo. Acidente frequente, esse da trajetória sem controlo. Sem perigo, já que ao entrar na atmosfera dá-se a desintegração, segundo fonte do observatório de Paris à RTL.

O que sobe desce

É a lei da Física e desde que se iniciou a conquista espacial peças de foguetes, satélites obsoletos e outros pedaços de sucata resultantes de lançamentos para o espaço têm voltado para a Terra.

A maior estrutura que até hoje desceu através da atmosfera: a Estação Espacial MIR, com mais de cem toneladas (10 vezes mais pesada que o Tiangong) lançada pela Rússia, e que fez uma descida controlada até mergulhar no Pacífico em março de 2001.

Lixo no espaço

Circulam pelo espaço "uns 200 milhões de objetos, alguns bem pequenos" que estão "mais ou menos controlados", disse a fonte no Observatório de Paris.

"Oficialmente, não há motivo para preocupação. Estima-se que a probabilidade de ser atingido por detritos caídos do espaço é de uma num bilião", escrevia a Euronews neste sábado, 31.

Descartada a preocupação com acidentes, "a comunidade cientifica reconhece que existe um problema de lixo espacial" decorrente dumas "seis mil reentradas descontroladas de satélites e outros aparelhos, refere a Euronews. O primeiro lixo espacial acompanha o primeiro satélite, o Sputnik de 1957, e desde então "foram encontrados cerca de 70 pedaços de lixo espacial".

’RemoveDEBRIS’ é a designação do satélite-aspirador a ser lançado até este setembro, a fim de remover o lixo do espaço. Este projeto, ainda em curso para resolver o atual problema de remoção dos resíduos de satélites, vai a par de outros que desenvolvem soluções para fabricar componentes que se autodestruirão antes da reentrada na Terra.

Fontes: RTL/ NBC /space.com/Euronews

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