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Câmara cabo-verdiana recorre à bolsa para financiar "nova cidade" com 1,5 ME 10 Julho 2022

A Câmara Municipal de São Domingos, ilha de Santiago, recorreu à Bolsa de Valores de Cabo Verde para obter um financiamento de quase 1,5 milhões de euros que permitirá "projetar uma cidade nova", anunciou hoje o autarca local.

Câmara cabo-verdiana recorre à bolsa para financiar

"Estaremos a edificar a cidade nova em São Domingos, com excelente potencial de desenvolvimento urbano, comercial, residencial e industrial", afirmou, segundo a Lusa, o presidente da câmara municipal, Isaías Varela, na apresentação dos resultados da Oferta Particular de Subscrição através da Bolsa de Valores de Cabo Verde, num empréstimo obrigacionista de 160 milhões de escudos (1,45 milhões de euros).

A operação, apresentada na sede da Bolsa de Valores de Cabo Verde, na Praia, tem uma maturidade de 15 anos e foi conduzida pelo banco BAI Cabo Verde, que a subscreveu integralmente, tendo como garantia a cedência de privilégios do município sobre receitas relativas ao Fundo de Financiamento Municipal.

"Tem como finalidade o financiamento do projeto de infraestruturação e valorização de um lote de terreno na zona de Ribeirão Chiqueiro, bem como a regularização de dívidas existentes relativamente aos investimentos em curso", explicou ainda o autarca de São Domingos, sobre um bairro com quase mil habitantes que dista 10 minutos de viagem da cidade de Praia.

"Com efeito, este financiamento permite-nos dimensionar, organizar e projetar uma cidade nova em São Domingos, alavancando as sinergias urbanas e urbanísticas de uma comunidade, no caso Ribeirão Chiqueiro, com particular potencial de crescimento e enormes possibilidades de absorver as oportunidades advenientes da sua proximidade com a capital do país", insistiu o presidente da câmara.

Segundo a mesma fomnte, Isaías Varela admitiu que a operação foi também uma alternativa para colmatar a "penúria financeira" que afeta os municípios cabo-verdianos, face às "restrições" que estes enfrentam há vários anos, "constrangimentos" que colocam em causa a execução de vários projetos de cariz local.

De acordo com o presidente da Bolsa de Valores de Cabo Verde, Miguel Monteiro, esta operação representou o regresso das emissões bolsistas pelos municípios cabo-verdianos, já que a anterior aconteceu em 23 de julho de 2010, pela Câmara Municipal da Praia. Anteriormente tinha sido feita, ainda, uma emissão bolsista pela Câmara Municipal do Sal, pelo que a Bolsa de Valores de Cabo Verde totaliza três operações com as autarquias locais na sua história.

"Com esta operação, os munícipes de Ribeirão Chiqueiro em especial, mas todos os munícipes de São Domingos, terão melhores condições e o município terá melhores condições para estar mais próximo dos seus munícipes", destacou Miguel Monteiro, na apresentação desta emissão bolsista, concluída no final de junho.

O presidente da bolsa garantiu ainda que a instituição está a trabalhar para ser um parceiro ativo no financiamento dos projetos dos municípios.

Esta operação foi também, globalmente, a quinta emissão da bolsa de Cabo Verde no primeiro semestre deste ano, número que Miguel Monteiro destacou já ultrapassar a média anual anterior, que era de quatro emissões, perspetivando "pelo menos outras cinco emissões obrigacionistas" durante a segunda metade de 2022, conclui a Lusa.

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