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Câmara da Praia acusa primeiro-ministro de se juntar a “concertação para atacar” autarquia da capital 21 Agosto 2021

A Câmara Municipal da Praia emitiu, esta sexta-feira, uma nota à imprensa em que assinalou que o primeiro-ministro “escreveu definitivamente o seu nome na lista de concertação para atacar” a autarquia liderada por Francisco Carvalho.

Câmara da Praia acusa primeiro-ministro de se juntar a “concertação para atacar” autarquia da capital

“Em declarações à imprensa, na sequência da visita do chefe do Governo aos postos de vacinação na cidade da Cidade da Praia, Ulisses Correia e Silva mentiu ao País quando disse aos jornalistas que não sabia onde estava o presidente da Câmara Municipal da Praia, por este não o ter acompanhado nessa missão oficial”, lê-se na nota assinada pelo Gabinete de Comunicação e Imagem da autarquia capitalina.

Prosseguindo, a mesma fonte diz ser certo que o Movimento para Democracia (MpD) e os seus dirigentes “não conseguiram digerir” a derrota sofrida na maior câmara do País, um município que vinha sendo “a sua galinha de ovos de ouro durante 12 longos anos, com negociatas e contratos favorecendo empresários amigos”.

“Um vereador foi constituído arguido pelo Ministério Público em processos de negócios lesivos ao interesse dos praienses”, acrescentou a mesma fonte, completando que se chegou “ao ponto de um primeiro-ministro mentir aos Pais apenas para atingir o presidente da câmara municipal que não lhe é afecto”.

Ainda na mesma nota, a câmara da Praia diz que reage com frontalidade contra “ataques” de Ulisses Correia e Silva e que avisa que não irá permitir que o MpD continue a distrair os cidadãos com “fait divers” quando o desafio do desenvolvimento e o momento que o País vive demanda das entidades públicas “responsabilidade, engajamento, parceria e verdade”.

Indo aos factos, lê-se na nota, que no dia 18 de Agosto, o Gabinete do Primeiro-ministro enviou um convite ao presidente da Câmara Municipal da Praia para este participar da visita aos postos de vacinação no dia 20 de Agosto, mas que o gabinete de Francisco Carvalho respondeu que este estava impossibilitado de participar, por esta convalescente, mas que o mesmo seria representado pelo director de acção social, André Lino Monteiro.

“A comitiva do senhor primeiro-ministro não apareceu no horário combinado. Por volta das 11:12, o Gabinete do Presidente da Câmara Municipal da Praia enviou um e-mail ao gabinete do primeiro-ministro a indagar sobre a não comparência da comitiva”, frisou.

Continuando, acrescentou a mesma nota que às 13:38, depois de o primeiro-ministro ter “mentido aos cabo-verdianos” sobre o presidente Francisco Carvalho, o seu director de gabinete enviou uma mensagem “lamentando o desencontro, trazendo um dado novo, que é uma reunião de concertação” que, segundo referiu “não constava do programa”.

“Todo mundo sabe que factos são factos e que contra factos não há argumentos. O primeiro-ministro sabia, sim, porquê que o presidente da Câmara Municipal da Praia não participou da visita e se não sabia é porque o seu gabinete não fez o seu trabalho como devia fazer, e isso, não tem nada absolutamente nada que ver com a câmara da Praia”, sublinhou a mesma fonte.

Recentemente em declarações à Inforpress, o presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, disse que o Presidente da República é parte da “concertação para atacar a Câmara da Praia”, isso na sequência de um encontro com trabalhadores da área do saneamento da ilha de Santiago, promovido pelo chefe de Estado. A Semana com Inforpress

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