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Câmara da Praia vai novamente à bolsa financiar-se em 18ME para pagar dívida e investimentos 30 Agosto 2023

A Câmara da Praia vai novamente à Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC) para se financiar em 2 mil milhões de escudos (18,1 milhões de euros), para pagar dívidas e para investimentos, conforme aprovou a Assembleia Municipal.

Câmara da Praia vai novamente à bolsa financiar-se em 18ME para pagar dívida e investimentos

A proposta para a autarquia da capital cabo-verdiana efetuar o empréstimo obrigacionista junto da BVC foi aprovada em Assembleia Municipal, que termina hoje, com votos favoráveis do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, que suporta câmara), enquanto o Movimento para a Democracia (MpD, na oposição) votou contra.

O presidente da Câmara Municipal, Francisco Carvalho, disse que o empréstimo será “um passo estratégico” que impulsionará o progresso da cidade capital do país.

Segundo o autarca, uma parte substancial do valor será dedicada à reestruturação das dívidas da Câmara junto das instituições bancárias, abrangendo mais de metade das obrigações pendentes.

Outra parte do valor será destinada a quitação de débitos junto de terceiros, com destaque para compromissos com o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).

Francisco Carvalho avançou ainda que outra parte do empréstimo será canalizada para investimentos, que incluem melhorias nas infraestruturas viárias, como a asfaltagem da estrada de Pensamento/São Pedro, além de projetos de pavimentação em Alto Safende e Eugénio Lima.

Também disse que estão ainda previstos a construção de uma Casa da Juventude e um novo edifício para a Câmara Municipal.

“A revitalização da arena no Parque 5 de Julho criará um espaço de espetáculos de alta qualidade, enquanto a pavimentação de Calabaceira e Pensamento e a criação do Parque Ecológico contribuirão para o nosso desenvolvimento sustentável”, salientou ainda.

Esta será a segunda vez que a Câmara da Praia vai financiar-se na BVC, depois de em 2010 ter emitido obrigações municipais no valor de 450 milhões de escudos (4,08 milhões de euros), para financiar o novo mercado local e reestruturar a dívida.

Em 13 anos, a BVC realizou seis emissões municipais, totalizando 1,7 milhões de escudos (15,8 milhões de euros), avançou em 17 de agosto o presidente da instituição, Miguel Monteiro.

O município do Sal foi o primeiro a recorrer a um empréstimo obrigacionista na BVC, em 2013, de 200 milhões de escudos (1,81 milhões de euros), para realização de obras.

Nesse mesmo ano, aconteceu o empréstimo da Câmara da Praia e as seguintes emissões obrigacionistas só aconteceram em 2022, de São Domingos e Mosteiros, e novamente o Sal este ano, bem como a Ribeira Grande de Santo Antão este mês.

Em março, o município do Paul, na ilha de Santo Antão, também aprovou uma deliberação para ir à BVC angariar 138 milhões de escudos (1,25 milhões de euros).

“O total destas emissões municipais é de 1,7 milhões de escudos (15,8 milhões de euros), sendo que desde 2022 os valores já ascenderam a pouco mais de um milhão de escudos (9,9 milhões de euros), demonstrando desde o ano passado uma excelente dinâmica nesta categoria de financiamento”, sublinhou o presidente.

Com a emissão da Ribeira Grande de Santo Antão, o presidente disse que a bolsa já atingiu seis séries emitidas em 2023, no montante de 2,03 milhões de escudos (18,4 milhões de euros) colocados à disposição da economia.

As outras emissões foram da Imobiliária Fundiária e Habitat (IFH), o International Investment Bank Cabo Verde (iib) e a empresa Águas de Ponta Preta (APP).
A Semana com Lusa

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