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Câmara de petróleo e gás em Moçambique condena atentados terroristas em Palma 01 Abril 2021

A Câmara Moçambicana de Petróleo e Gás, condena os atentados terroristas de Palma no dia 25 de março, nos mais veementes termos e expressa as suas sinceras condolências a todas as vítimas dos atentados. “Os nossos pensamentos e orações estão com as famílias dos falecidos, feridos e deslocados”, declara.

Câmara de petróleo e gás em Moçambique condena atentados terroristas em Palma

Segundo uma nota enviada a nossa redacção, Florival Mucave, CEO da câmara de gás e petróleo de Moçambique, diz estar confiante de que o governo acabará por garantir uma solução duradoura para os problemas em Cabo Delgado e que proporcionará um ambiente propício para a realização de investimentos multi-bilionários em Moçambique.

“Estamos empenhados em trabalhar com o governo, as empresas de energia e a sociedade civil para garantir que tais atos não possam perturbar a estabilidade de Moçambique e a execução de importantes projetos de energia que são tão fundamentais para o crescimento económico do nosso país e o avanço da prosperidade global”, disse Florival Mucave, CEO da Câmara de Petróleo e Gás de Moçambique.

A insurgência, que dura há três anos na província de Cabo Delgado, já matou mais de 2.600 pessoas e deslocou cerca de 670.000, segundo a ONU. Estes ataques são especialmente direcionados para afectar negativamente os investimentos em projetos de petróleo e gás em Moçambique e aterrorizar a população local. O ataque a Palma tinha como objetivo específico minar o projeto pioneiro de US$23 mil milhões denominado Mozambique LNG e liderado pela Total.

Segundo a mesma nota, Como o maior Investimento Estrangeiro direto no continente africano, o projeto Mozambique LNG posiciona Moçambique como o terceiro maior exportador de gás globalmente até 2045. Prevê-se que duplique o PIB de Moçambique até 2035, sublinhando o impacto transformador deste projeto no país, nos seus cidadãos e nos estados vizinhos.” O projecto irá fundamentalmente reformular o perfil de Moçambique elevando-o de um dos países mais pobres do mundo para, possivelmente, um país de rendimento médio”.

“Apelamos à comunidade internacional para que apoie o governo de Moçambique nos seus esforços para lidar com o terrorismo em Cabo Delgado. O terrorismo é um problema global e, portanto, Moçambique não pode ser deixado sozinho nesta luta”, lê-se na nota.

A câmara avança a nota, continua a defender fortemente o desenvolvimento de gás e projetos associados em Moçambique como um motor chave de oportunidade económica. O desenvolvimento económico é a única forma de promover o desenvolvimento sustentável, erradicar a pobreza, reduzir o desemprego entre a população jovem de Moçambique e construir capacidade local competente no país.

Na nota ainda consta que, a Câmara de Petróleo e Gás de Moçambique compromete-se a trabalhar em estreita colaboração com o Governo de Moçambique, investidores estrangeiros e actores locais para capacitar os empresários moçambicanos e posicioná-los para aproveitar as inúmeras oportunidades que Moçambique oferece. “Vamos trabalhar sem descanso para cumprir as expectativas de milhões de moçambicanos, garantindo o fornecimento do primeiro gás do projecto Moçambique LNG até 2024”, lê-se.

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