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Camões na Ilha 05 Junho 2019

Camões na Ilha

Ao Camões demos-lhe o que podíamos, um busto na praça (foto menor ao alto), que as mãos não chegam às largas costas da estátua. A da Cesária no AICE será, justiça feita pelo povo do planeta global, a mais fotografada de Cabo Verde.

Um parêntesis: em proporção inversa, o AICE segundo as estatísticas do INECV regista uma redução de movimentos este ano. O aeroporto de São Vicente passou de 20.673 passageiros para 18.362 (menos 10%) e nas cargas caiu 25%, de 15,813 t para 12,377 t, menos três mil e quinhentos quilos. Feche-se e voltemos ao Camões.

A estátua é a da ilha de Moçambique. A olhar o Índico, Luís Vaz de Camões assumindo o cruel comentário de ’cara sem olhos’ vai ultimando “Os Lusíadas”, a maior epopeia portuguesa, émula da primeira latina, de Virgílio.

Camões n’esta ilha pequena, que habitamos, / É em toda esta terra certa escala / De todos os que as ondas navegamos, viveu dois anos, entre 1567/8 e 1569/70. Vinha de Goa e instalou-se enquanto esperava o amigo Diogo do Couto reunir dinheiro para a passagem de regresso à Lisboa onde ia editar a sua maior obra.

A estátua é a da ilha de Moçambique. Há internautas que criticam o estado do monumento, falam do "Camões a pedir dinheiro urgente", entenda-se, para a restauração da pedra na ilha no caminho da Índia, a mais árdua carreira de todas as que se conhecem no mundo. Mas não há fotografias recentes disponíveis – a apresentada é de 2014. Se está assim tão maltratada, a quem se deve atribuir a responsabilidade?

LS

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