INTERNACIONAL

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Canadá obtém apoio do Senegal para Conselho de Segurança na ONU — Mas para Direitos LGBT ainda é cedo, diz Macky Sall a Trudeau em Dacar 15 Fevereiro 2020

O chefe de Estado canadiano esteve em Dacar na quarta-feira, 12, e obteve o apoio senegalês para o Canadá se candidatar a um lugar de membro não-permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. "Precisamos da voz do Canadá no Conselho de Segurança. Acredito que a sua voz vai ter repercussão. Por isso, o Canadá tem todo o nosso apoio", disse Macky Sall. Mas para a agenda dos Direitos LGBT, que Trudeau defende, "o Senegal ainda não está preparado "para mudar a lei que criminaliza a homossexualidade", que "não faz parte da nossa cultura".

Canadá obtém apoio do Senegal para Conselho de Segurança na ONU — Mas para Direitos LGBT ainda é cedo, diz Macky Sall a Trudeau em Dacar

O presidente Macky Sall defendeu que o Senegal ainda não está preparado para legalizar a homossexualidade, que a mudança terá de levar o seu tempo: "Não pode ser da noite para o dia, a sociedade ainda não aceita essa mudança na lei. Não se pode chegar e dizer ’Amanhã vamos fazer a gay parade’".

O presidente senegalês reagiu assim ao ser interpelado em conferência de imprensa, que incluiu jornalistas estrangeiros, sobre se a questão sensível fora abordada com o primeiro-ministro canadiano, conhecido defensor dos direitos das minorias incluindo os LGBT.

Ao confirmar que sim, Sall ressalvou: "As leis do nosso país obedecem a normas que condensam os valores da nossa cultura e civilização. Não se trata de homofobia, pois os que têm uma orientação sexual da sua escolha não são excluídos", justificou.

5 anos de prisão

O Senegal, país citado como exemplar em valores democráticos, mantém contudo no seu código penal a criminalização da homossexualidade, uma medida legal que a Europa e América condenam.

Tal como a grande maioria dos países do continente africano, o Senegal maioritariamente muçulmano (embora pratique o islamismo tolerante) pune, com penas de prisão entre um e cinco anos, os "delitos homossexuais" — definidos como "ato impúdico ou contra natura com um indivíduo do mesmo sexo".

Fontes: CBC/Le Monde. Foto (AFP): Manifestação em Dacar contra a descriminalização da homossexualidade.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project