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Candidatos derrotados no congresso do PAIGC da Guiné-Bissau reconhecem vitória de Domingos Simões Pereira 20 Novembro 2022

Os três candidatos derrotados no X congresso do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) reconheceram hoje a vitória de Domingos Simões Pereira e disponibilizaram-se para trabalhar com o novo líder.

Candidatos derrotados no congresso do PAIGC da Guiné-Bissau reconhecem vitória de Domingos Simões Pereira

Em discursos separados no congresso, Edson Saldanha Araújo, que ficou em quarto lugar, João Bernardo Vieira, terceiro, Octávio Lopes, em segundo, afirmaram reconhecer a “lisura do processo” e a “vontade dos congressistas”.

Dos 1.268 delegados ao congresso que decorre desde sexta-feira na vila de Gardete, a cerca de 10 quilómetros de Bissau, Edson Araújo obteve quatro votos, João Bernardo Vieira, 32 e Octávio Lopes 62.

Domingos Simões Pereira foi reeleito para um terceiro mandato à frente do PAIGC com 1.162 votos.

Quadro ligado ao parlamento guineense, Edson Araújo disse aceitar os resultados e que a partir de agora a luta do PAIGC deve ser “de todos os militantes, contra o subdesenvolvimento” da Guiné-Bissau.

Antigo secretário de Estado dos Transportes e até aqui porta-voz do PAIGC, embora incompatibilizado com o líder do partido, João Bernardo Vieira afirmou que “não há vencedor ou vencidos” no congresso que deve terminar hoje.

O PAIGC é que venceu. Manifesto a minha total disponibilidade para continuar a servir o partido, ontem, hoje e sempre”, declarou Bernardo Vieira.

Diretor de gabinete do ex-presidente guineense, José Mário Vaz, Octávio Lopes referiu, no seu discurso, que ouviu a “vontade do congresso”, frisando que os congressistas escolheram “de forma inequívoca” Domingos Simões Pereira.

O processo foi livre, justo e transparente. E a mensagem política deste congresso é clara, citando o poeta Fernando Pessoa: Cada coisa a sem tempo. Ainda não é o meu tempo”, defendeu Octávio Lopes.

O dirigente, advogado de profissão, considerou ainda ser tempo de “cerrar fileiras à volta de Domingos Simões Pereira” e trabalhar para que o PAIGC possa “eleger um Presidente da República, uma maioria no parlamento e um Governo”.

Octávio Lopes reafirmou a sua “inteira disponibilidade” para servir o novo presidente e o próprio PAIGC

Nós somos um soldado ao serviço do PAIGC e à disposição do seu presidente”, observou Octávio Lopes. A Semana com Lusa

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