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Caos no AIAC com ruptura de stock de Jet A1: Avião Ilyushin IL76 dois dias parado no Sal 07 Dezembro 2018

O caos que se vive no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral (AIAC) com a ruptura de Stock do combustível Jet A1 está já a causar estragos significativos a Cabo Verde, com destaque para a sua imagem no plano externo. Fontes do ASemenaonline revelam que o avião Ilyushin IL76 registo URCIV-OLIEG (fabrico russo de longo curso) está, há dois dias, no AIAC parado, sem ser abastecido. Outras aeronaves foram obrigadas a fazer escala em outros aeroportos de Canárias, Senegal e Portugal, devido a esse problema. Tudo por causa da falha por parte do Governo - através da Agência da Aviação Civil e da ASA - e das Petrolíferas (Enacol e Vivo Energy) que não cumpriram ou dotaram o país de um plano estratégico para abastecimento de aviões, contendo um stok de combustível de reserva como determinam as normais internacionais para a segurança do tráfego aéreo.

Caos no AIAC com ruptura de stock de Jet A1: Avião Ilyushin IL76 dois dias parado no Sal

Diante a gravidade desta situação, surgiu a Enacol que confirmou restrições no abastecimento dos aparelhos, dando prioridade às aeronaves de companhias aéreas com as quais tinham contrato. Admitiu que as aeronaves sem contrato, em voos de escala técnica (cargueiros, voos de Estado, aviões executivos, etc) não seriam abastecidas.

E não foi emitido nenhum NOTAM pela ASA (Notice To Airmen) sobre o caso como mandam as normas. «Isto quer dizer que as aeronaves fazem o seu planeamento de voo, o voo é autorizado pelas autoridades aeronáuticas dos países por onde passam e, no Sal, enfrentam, ‘in loco’, problemas com o abastecimento de combustível», analisam as fontes deste jornal.

A fazer fé nas mesmas fontes, já se regista situações graves com algumas aeronaves que fizeram ou pretendima fazer escala no Sal, estando uma delas dois dias parada no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral para receber combustível. «Há dois dias que um avião Ilyushin IL76 registo URCIV-OLIEG está no AIAC parado, sem ser abastecido. A tripulação aguarda num hotel da ilha. Os operadores locais que prestam assistência em escala, estão avisando os seus clientes que devem prevenir-se, aconselhando-os a não correrem riscos e procurarem outras alternativas. Vários voos foram obrigados a fazer escala em outros aeroportos (em Canárias, Senegal e Portugal) devido a esse problema».

Falha das autoridades e questionamentos

Para as fontes referidas, as petrolíferas alegam atraso do fornecedor na entrega do combustível, o que é um contra-senso, já que que o planeamento dos stocks estratégicos e de reserva é feito em Cabo Verde. «Houve falha das petrolíferas que têm a concessão do negócio de combustível nos aeroportos e houve falha do Estado no controlo desse produto estratégico para o país», alertam.

Perante a gravidade da situação, admitem as mesmas fontes que o Governo impôs bloqueio à veiculação de informações sobre o caso em apreço à comunicação social e ao público em geral. «Nenhuma instituição quer fazer declarações e esclarecer o que há à volta disso. A própria Agência da Aviação Civil (reguladora da aviação civil) só tomou conhecimento da situação, anteontem (04/12), e não se conhecem as diligências realizadas no sentido de se normalizar a situação de abastecimento em combustível no AIAC».

Diante do quadro descrito, os críticos exigem as autoridades a confirmarem da rotura do stock de combustível jet fuel e que houve défice de planeamento do stock e falhas no controlo. Consideram ainda que não houve emissão de NOTAM à comunidade aeronáutica, principalmente aos operadores de linhas aéreas que habitualmente utilizam o AIAC.

«Há sonegação de informação por parte da ASA e do Governo. Não se conhece a magnitude do problema e se os outros aeroportos do país também estão afectados ou se correm o risco de igual situação. Não se sabe, concretamente, quando será resolvido o problema e situação já provocou desvios de alguns voos para outros aeroportos concorrentes», questionam.

Entendem as mesmas fontes que a imagem de Cabo Verde e do AIAC ficou, com esta situação de falta de combustível, fortemente penalizada numa altura em que se fala da criação de um HUB aéreo no Sal. «O nível de serviços no AIAC está comprometido por essa ruptura de stock do jet A1. O Governo e as instituições responsáveis pelo sector aéreo são obrigados a informar a sociedade e os operadores económicos, como e quando será normalizada a situação», concluem as fontes que vimos citando. Foto: Arquivo de um dos tipos de avião escala AIAC.

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