OPINIÃO

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Caso do assassinato de Willy Monteiro Durate em Roma 08 Setembro 2020

Não há palavras que caraterize a tamanha tragédia, espancar um ser vivo até à morte.Os agressores não foram e nunca foram qualificados de humanos, mas sim, as piores espécies que poderiam existir na planeta Terra, ultrapassando a ferocidade dos animais selvagens. Que coração pode ter alguém para chegar ao ponto de massacrar e matar um semelhante? A covardia é o único nome que se pode dar a este ato selvagem. É inadmissível um ataque desta dimensão, quatro por um, que leva o sopro da vitalidade de um ser, de forma vil e crua.

Por: Albino Sequeira*

Caso do assassinato de Willy Monteiro Durate em Roma

Não é fácil falar de uma situação bárbara e horrível como este, do assassinato do jovem Cabo-verdiano Willy Monteiro. Pessoalmente, não conhecia o mancebo em causa, por sinal, uma personagem de boa índole e de uma família humilde, simples que conseguiu integrar e bem na sociedade italiana. Entre Cabo-verdianos e italianos acumulou um grande tesouro, várias amizades e bem reconhecido na sua província que até mereceu um dia de luto à sua memória. À alma de um anjo que trouxe a mensagem de paz, de reconciliação e de harmonia ao mundo, e, por uma crueldade o homem recusou o seu recado.

Um episódio mais desumano que poderia acontecer tirou-lhe uma juventude, um oceano de sonhos, um rio de planos, um horizonte de alegrias, a oportunidade de construir uma felicidade, o dom da vida, uma dádiva de Deus.

Não há palavras que caraterize a tamanha tragédia, espancar um ser vivo até à morte.

Os agressores não foram e nunca foram qualificados de humanos, mas sim, as piores espécies que poderiam existir na planeta Terra, ultrapassando a ferocidade dos animais selvagens. Que coração pode ter alguém para chegar ao ponto de massacrar e matar um semelhante? A covardia é o único nome que se pode dar a este ato selvagem. É inadmissível um ataque desta dimensão, quatro por um, que leva o sopro da vitalidade de um ser, de forma vil e crua.

O ser humano perdeu o amor ao próximo, o respeito, a diferença, o contrário e à liberdade.

De todo o relato e notícias sobre o caso, estranho a falta de socorro por parte dos residentes ou das pessoas que estavam ao redor do palco do assassinato. Não compreendo como alguém que diz ter testemunhado a cena e não intervir e ter a coragem de assistir ao lastimável ato ocorrido em Colleferro. Os italianos que dizem ter visto não passam de umas ratazanas. Haja paciência e piedade.

Basta, que não aguento mais, uma súplica de alguém que estava sufocado que previa o seu destino e, que gostaria de dizer as suas últimas palavras, mas nem isso, teve direito. Que revolta! Que indignação! Que tristeza!

Sou contra a pena de morte, mas estes mereciam como castigo, uma morte como em tempos de Hitler. Se isso fosse pena para os criminosos que cometem crimes desta natureza, a humanidade estaria melhor, a paz reinava tranquilo no seu trono e a sociedade respirava um ar mais límpido.

Penso que, as organizações internacionais com responsabilidade na matéria deveriam punir os povos das nações que praticam essas categorias de desportos mortais.

Vários já faleceram desta forma, imensas marchas e jornadas têm sido realizadas a favor da causa e nenhum produziu os efeitos esperados. Já vale continuar nesta luta, por um término à violência e agressão física? Continuemos nesta senda, mas tenho as minhas dúvidas. Vai haver sempre mais uma vítima, que não ambiciono suceder nos próximos tempos.

Perdeu-se uma alma, que nenhum vento, nenhuma chuva, nenhuma força possa trazer. Apagou-se uma luz que não acende mais, que não ilumina mais o caminho dos seus pais. Foi-se embora uma estrela que não volte mais, que não brilhe mais a vida dos seus pais e familiares. Por mais grito que possam dar, por mais solidários que tentam ser, a dor vai permanecer sempre com a mesma profundidade, vai machucar eternamente o sentimento dos entes queridos.

O céu ganhou um astro que tentará acalmar a tempestade, através de trovoadas e relâmpagos.

Acredito que será bem recebido no mundo da verdade, no paraíso celestial, estará à direita do Pai, do Poderoso, de Deus e será um dos escolhidos para celebrar no reino do céu.

Vai com a paz do Senhor Willy Duarte. Os seus valores reconverterão em vida eterna. Seja Bem-vindo ao seu novo canto e lar. Descanse com a tranquilidade o seu corpo, que o seu espírito é um santo.

No meu nome pessoal, presto a minha singela homenagem ao conterrâneo Willy Monteiro Duarte e a toda a família a minha solidariedade e pêsames.

Recorda, o amor serve para construir e o ódio para destruir.

* Economista e escritor

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