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Cardeal Dom Arlindo Furtado: Dom Paulino deixou um grande legado que devemos assumir e desenvolver para bem da igreja e da sociedade 20 Junho 2019

O Cardeal e Bispo da Diocese de Santiago, Dom Arlindo Furtado, considera que o falecido bispo emérito Dom Paulino Évora deixou um grande legado que deve ser assumido e desenvolvido para o bem da Igreja e da sociedade cabo-verdiana.

Cardeal Dom Arlindo Furtado: Dom Paulino deixou um grande legado que devemos assumir e desenvolver para bem da igreja e da sociedade

Em declarações à Inforpress, momentos antes de presidir à cerimónia fúnebre do bispo Dom Paulino, que hoje vai a enterrar, Dom Arlindo Furtado disse que o sentimento é de tristeza, mas também de gratidão.

“Tristeza pela partida do nosso pastor que nos acompanhou por muitos anos e com tanta dedicação. Por um lado, a saudade, porque nos faz falta como referência como conselheiro, mas também de gratidão a Deus por tudo que ele fez por esta Igreja que constitui um grande legado que nós devemos assumir e desenvolver para o bem da Igreja e da sociedade de Cabo Verde”, adiantou.

Portanto, salientou, é continuar a obrar e abrir também para novos desafios que exigem novas soluções, a partir dos alicerces que ele ajudou a construir.

Uma grande multidão deslocou-se à Pró-catedral de Nossa Senhora da Graça, na Cidade da Praia para render a última homenagem a Dom Paulino, numa cerimónia que contou com a participação da maior parte dos sacerdotes vindos de todas as paróquias da diocese.

Presente nas exéquias estão também o arcebispo de Dakar, o bispo de Mindelo, o bispo de Bafatá.

Segundo a mesma fonte, os restos mortais do bispo emérito Dom Paulino Évora, falecido domingo, 16, na Cidade da Praia, vão ser sepultados na igreja Nossa Senhora da Graça, conforme rege o Código de Direito Canónico no seu canone 1242, que diz que “nas igrejas não se sepultem cadáveres, a não ser que se trate do Romano Pontífice, dos Cardeais ou dos Bispos diocesanos, mesmo eméritos, que devem ser sepultados na igreja própria”.

Dom Paulino Évora nasceu na Cidade da Praia a 22 de Junho de 1931 e foi ordenado Sacerdote em Carcavelos, Portugal, a 16 de Dezembro de 1962 e eleito Bispo de Cabo Verde em 21 de Abril de 1975.

Tomou posse da Diocese de Santiago de Cabo Verde no dia 22 de Junho de 1975 e a conduziu até 14 de Agosto de 2009, altura em que se resignou por motivo de idade, tendo sido substituído por Dom Arlindo Furtado, então bispo do Mindelo.

Foi o Papa Paulo VI que em Abril de 1975 o nomeou como bispo de Cabo Verde, sendo que o acto de consagração aconteceu a 01 de Junho.

Paulino Évora foi ordenado padre a 16 de Dezembro de 1962. Após a ordenação sacerdotal, trabalhou em Portugal e, mais tarde, foi enviado para Angola. Primeiro foi para o centro Sul desse país e, mais tarde para o Norte, na Diocese de Malange onde trabalhou em duas missões.

Depois de trabalhar na missão em Angola e Portugal, chegou a Cabo Verde para assumir e orientar a Diocese da sua terra natal em 1975, num período “muito especial” que coincide com a independência nacional.

Durante 34 anos esteve à frente da Igreja Católica em Cabo Verde e é também considerado um “grande lutador e impulsionador” da democracia no arquipélago.

Dom Paulino Évora faleceu na residência das Irmãs Franciscanas em Achada Santo António, na Cidade da Praia e completaria, no dia 22 deste mês, 88 anos de idade e 44 da tomada de posse da Diocese de Santiago de Cabo Verde em 1975, refere a Inforpress.

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