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Prémio da Arquitetura de Espanha 2021, Carme Pinós admite que "com uma vida familiar não teria aqui chegado" 28 Dezembro 2021

Por que caminhos de inovação vai a arquitetura? Pelo bom caminho, dir-se-á de Espanha que pela primeira vez em mais de 90 edições, distingue uma arquiteta com o ’Premio de Arquitectura de España’ /Prémio de Arquitetura de Espanha. A catalã Carme Pinós, de 67 anos, é a galardoada de 2021 eleita por um júri que inclui os dois anteriores galardoados, um deles Álvaro Siza Vieira o autor do Banco de Cabo Verde recém-edificado de raiz.

Prémio da Arquitetura de Espanha 2021, Carme Pinós admite que

A arquiteta Carme Pinós, com "uma vasta e produtiva carreira", acaba de receber o Prémio Nacional de Arquitetura de Espanha de 2021, acompanhado do montante de 60 mil euros atribuído pelo Ministério dos Transportes, Mobilidade e Planeamento Urbano de Espanha.

O Prémio Nacional de Arquitetura de Espanha, com uma trajetória de mais de 90 edições desde a sua ciração em 1914, é um dos principais reconhecimentos outorgados a arquitetos no Reino de Espanha, com o objetivo de "reconhecer e celebrar a vida e obra de arquitetos e arquitetas que contribuíram ou têm contribuído de forma extraordinária para o enriquecimento da profissão" a nível social, tecnológico e sustentável.

Segundo o júri, a arquiteta Carme Pinós tem demonstrado todos as qualidades necessárias para ser merecedora deste importante reconhecimento. As suas obras vão desde o clássico Cemitério da Igualada até à recente Escola Massana, Centro de Arte e Design e a Sede das Delegações Territoriais de "Les Terres de l’Ebre".

O relatório do júri — que integrou os dois últimos recipientes do prémio, representantes de universidades e academias de artes, associações de arquitetos — destaca a faceta artística de Carme Pinós em luta "contra a arquitetura mercantilista".

"Com uma vida familiar, não teria podido trabalhar a 100%"

Em entrevista ao diário madrileno El País, a arquiteta catalã admite que "não t[e]ve outra opção senão a vida profissional". "Estudei numa época em que ser mulher era estar em minoria".

"Se não tenho filhos não é porque não quisesse. A vida é que escolheu e é uma das coisas que me doem", confessou. "Mas com uma vida familiar, não teria podido trabalhar a 100%", admite.

"Para conseguir ser o que eu queria, tive que selecionar e sacrificar. Não tenho vida privada: quando não dou aulas, viajo. Fiz do meu atelier a minha família e da minha profissão a minha vida".

Fontes: El País/ www.lamoncloa.gob.es/... Fotos: A famosa Escola de Massana concebida pela barcelonesa Carme Pinós. A arquiteta junto ao edifício bancário de sua autoria em Saragoça.

Nota: Siza Vieira no júri

O "arquiteto português reconhecido mundialmente tem contribuído tanto para a arquitetura e as cidades espanholas", segundo o elogio proferido há dois anos pelo ministro espanhol do Fomento, José Luís Ábalos, ao anunciar a entrega do prémio de 2019 a Álvaro Siza Vieira. É o primeiro português a receber o prémio máximo de Espanha em arquitetura instituído no ano de 1914.

Entre nós, o arquiteto portuense é o autor do edifício recém-inaugurado do Banco de Cabo Verde, num projeto que converteu a sede do IILP-Instituto de Língua Portugesa projetado em 2001.

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