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Casal adota 5 filhos em embrião 21 Julho 2020

O jovem casal Halbert tem cinco filhos todos diferentes dos pais. Os norte-americanos Aaron e Rachel, que trabalham como missionários presbiterianos nas Honduras, decidiram escolher "filhos adotivos negros" para contrariar a realidade de discriminação nos processos adotivos. Com uma diferença: os cinco embriões foram implantados e o casal viveu em pleno os nove meses de cada gestação.

Casal adota 5 filhos em embrião

A decisão foi motivada, diz o casal, pela sua crença, enquanto "cristãos verdadeiros", de que a vida começa na conceção.

A viver em Tegucigalpa, a capital das Honduras, o casal regressou duas vezes aos Estados Unidos para o processo de implantação. Duas vezes, com dois nascimentos, primeiro de dois filhos e em seguida de trigémeos.

De regresso a Tegucicalpa, após o nascimento das crianças, Aaron e Rachel continuaram o seu trabalho missionário nos bairros mais pobres da capital hondurenha.

Rachel por fim teve de abdicar da missionação para ser mãe a tempo inteiro.

Raízes da desigualdade entre duas partes

Uma lenda popular alega que a sociedade de Comayagua, antiga capital colonial das Honduras, por ter manifestado público desagrado com a esposa do presidente do país, Marco Aurelio Soto vingou-se mudando, em 1880, a capital para Tegucigalpa.

Mais plausível é que a mudança ocorreu porque o presidente Soto era um parceiro importante da Rosario Mining Company, uma empresa mineradora americana a operar em San Juancito, próximo a Tegucigalpa, e precisava estar perto dos seus interesses pessoais.

Tegucigalpa permaneceu relativamente pequena e provinciana até os anos de 1970, quando a imigração das áreas rurais passou a ser maciça. Durante a década de 1980 diversas avenidas, viadutos e grandes edifícios foram construídos, uma relativa novidade numa cidade caracterizada até então por prédios de dois andares.

Tegucigalpa a expandir-se para lá do centro colonial, rumo ao leste, sul e oeste, é hoje uma metrópole de 1,1 milhão de habitantes, grande, porém desorganizada.

A pandemia em curso, sem surpresa, está a atingir essa área densamente povoada e sem redes de saneamento básico. São já 32.793 casos de infeção nos 9,9 milhões de habitantes o que dá uma taxa de letalidade de 90, acima da média mundial de 76.

Fontes: Washington Post/Fontes históricas.

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