INTERNACIONAL

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Caso Breonna Taylor — Retractação de detective: "Menti para obter mandado de busca em casa dela" 24 Agosto 2022

A confissão da detetive Kelly Goodlett obtida num acordo judicial, como divulgado esta terça-feira, traz de volta ao noticiário o caso da morte de Breonna Taylor, profissional de saúde, de 26 anos. Essa morte em março de 2020 provocada pela entrada da polícia de noite em casa da vítima passou despercebida até que dois meses depois, em maio, se deu o caso George Floyd, que levou a manifestações contra a brutalidade policial de agentes acusados de atirarem em afro-americanos desarmados.

Caso Breonna Taylor —  Retractação de detective:

A detetive Kelly Goodlett, de 35 anos (foto), fez um acordo judicial pelo qual não irá ser condenada por ter mentido sobre os factos relacionados com a atuação da polícia de Louisville, Kentucky, e da qual resultou a morte de Breonna Taylor em março de 2020.

A oficial da polícia de Louisville, Kentucky em tribunal na terça-feira reconheceu ter "trabalhado em conspiração" com um colega para falsificar o pedido de mandado judicial e, após a morte de Breonna, voltou a mentir para ocultar provas.

Quase três anos depois da morte de Breonna a detetive Kelly Goodlett é a primeira pessoa da equipa da polícia de Louisville, Kentucky, em julgamento no tribunal federal.

Polícia que a matou obtém 70 mil dólares em ’crowdfunding’ para se reformar

Três agentes da polícia de Louisville estiveram envolvidos no caso da morte de Breonna Taylor em março de 2020, mas tiveram tratamento desigual.

Myles Cosgrove (foto em baixo à esqª), que segundo o tribunal disparou o tiro fatal a Breonna Taylor, foi "ilibado por ter atuado segundo a lei". Decorrido mais de meio ano sobre a morte de Breonna, em outubro desse ano (2020) alegou estar tão profundamente afetado que ia antecipar a sua reforma e para isso precisava de 70 mil dólares. O crowdfunding no "Christian crowdfunding site" em três dias atingiu metade da quantia.

Brett Hankison foi punido. Primeiro com o despedimento por justa causa devido à sua "atuação irresponsável ao disparar dez tiros indiscriminadamente", além de ter sido depois considerado culpado em tribunal.

O seu superior hierárquico, Robert Schroeder, escreveu ao demiti-lo, em junho: "O resultados das suas ações prejudica gravemente o objetivo do Departamento da Louisville Metro Police que é servir a segurança pública dos nossos concidadãos da maneira mais profissional possível".

Três meses depois em tribunal, Hankison foi acusado de expor ao perigo os vizinhos de Breonna, mas não foi acusado da morte dela. A juiz Annie O’Connell anunciou as acusações perante um grande júri em 23 de setembro de 2021.

Versão da polícia contraditada

A versão da polícia, de que os três agentes só arrombaram a porta após anunciarem a sua presença, foi contraditada por vizinhos e só pelo namorado de Breonna.

Em depoimento, Walker disse que, como não ouviram resposta após perguntar várias vezes quem era, ele e Breonna pensaram que estavam a ser assaltados. Autorizado a ter uma arma, Walker disparou e feriu um dos polícias na perna.

Os três agentes responderam com cerca de 20 disparos — e Breonna foi atingida várias vezes, no mínimo com oito balas na sua maioria disparadas por Hankison. Mas foi o colega Cosgrove o autor da bala fatal.

Diversos vizinhos também garantiram que não ouviram a polícia anunciar a sua presença. Apenas um morador do prédio, entrevistado pelo The New York Times, disse que ouviu os agentes a dizer "polícia", mas somente "uma vez".

Fontes: BBC/NY Times/CNN.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project