SOCIAL

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Caso Hospital Regional Fogo e Brava: Auxiliares de saúde clamam por um salário justo e igual ao do Hospital Agostinho Neto 22 Fevereiro 2018

O grupo de cerca de 30 auxiliares do Hospital de São Francisco de Assis em São Filipe, que na semana passada contestaram contra o atraso no pagamento de subsídio de velas (três meses), procurou novamente o asemanaonline para exigir um salário digno. É que, conforme o seu porta-voz, o colectivo aufere um salário-base de 15 mil escudos a cada um, o que considera injusto e desigual em relação aos colegas do Hospital Agostinho Neto (HAN) que recebem 20 contos por mês.

Caso Hospital Regional Fogo e Brava: Auxiliares de saúde clamam por um salário justo e igual ao do Hospital Agostinho Neto

Desta feita, os cerca de 30 auxiliares de saúde afectos ao Hospital São Francisco de Assis, na Cidade de São Filipe, clamam por um salário justo e igual aos colegas do Hospital Dr. Agostinho Neto (HAN), na Praia. “Exigimos um salário mensal, igual ao dos nossos colegas que trabalham no Hospital Central da Praia. Eles recebem 20 mil escudos mensais e nós temos um pobre rendimento de 15 mil”, disse um representante do grupo, considerando a situação de injusta.

Aliás, de acordo com o porta-voz do grupo, estes funcionários hospitalares desempenham várias funções, nomeadamente nos serviços da Maternidade, do Bloco Operatório, da Medicina Geral, da Pediatria, do Banco de Urgência, na Lavandaria.Por isso, clamam por um salário “digno” e “igualitário”.

“Nós temos funções de proximidade com todos os pacientes e serviços deste Hospital, de modo que exigimos que se faça uma distribuição específica do pessoal para cada espaço de trabalho. Isto é uma injustiça que tem de ser resolvida, é uma urgência", afirmou a nossa fonte.

Lei do trabalho e fiscalização

De referir que por ocasião da última visita feita `pelo ex-presidente da UNTC-CS, Júlio Ascensão Silva ao Fogo, confessou que durante a sua estada na ilha constatou que a situação sócio-laboral é caracterizada por um conjunto de problemas, sendo alguns de carácter nacional e outros específicos da ilha. Segundo ele, há trabalhadores da administração pública a receber salários na ordem dos seis a oito mil escudos, o que, na sua opinião, está a muito aquém do mínimo praticado a nível central.

Para alguns sindicalistas do país, ser “justo” na determinação de salários é uma norma da boa administração, uma “demanda” de todos os trabalhadores cabo-verdianos. “Estes problemas existem na Ilha do Fogo por falta de fiscalização periódica da Inspecção-Geral do Trabalho (IGT)”, critica a nossa fonte, assegurando que o assunto será encaminhado ao Governo para a sua discussão e resolução, quanto breve possível.

Contudo, os problemas destes trabalhadores de saúde em São Filipe são imensos e apontam algumas prioridades, como a regularização do pagamento de subsídio de velas (Três meses de atraso), a falta de materiais de limpeza e desinfecção, as funções com "conteúdo funcional específico", entre outros.

Contactada várias vezes, a Direcção desse estabelecimento hospitalar para se posicionar sobre o assunto, mas não foi possível chegar à fala. Entretanto, este diário digital promete fornecer mais informações, caso algum responsável do referido Hospital queira reagir sobre a matéria em causa.

Celso Lobo

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade
Cap-vert
Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project