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Caso da nomeação do ex-Cônsul de extrema direita: Ex-ministro José Brito avança com queixa-crime contra o jornal «O País» sobre alegadas Fake News 14 Outubro 2021

Depois da Agência Reguladora da Compunção Social (ARC) lhe ter dado razão em agosto deste ano, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e Embaixador de Cabo Verde nos EUA, José Brito, acaba de dar entrada junto do Tribunal da Comarca da Praia uma queixa-crime contra o jornal «O País». Em causa estão alegadas Fake News (notícias falsas) na peça «Meu primeiro contato com Cabo Verde foi através do ex-Embaixador José Brito – César de Paços», publicada naquele online nas vésperas das eleições legislativas de 18 de abril deste ano. É que, segundo a fonte deste jornal, na realidade foi o então Embaixador político da cidade da Praia nos EUA, Carlos Veiga, que propôs a nomeação de Paços, tido como o principal financiador do partido de extrema direita em Portugal (Chega), como Cônsul de Cabo Verde na Flórida e não José Brito que sequer conhece César de Paços, cuja designação para o cargo referido fez rolar a cabeça do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades, Luís Filipe Tavares.

Caso da nomeação do ex-Cônsul de extrema direita: Ex-ministro José Brito avança com queixa-crime contra o jornal «O País» sobre alegadas Fake News

Conforme o processo a que o Asemanaonline teve acesso, a queixa-crime de José Brito contra o jornal «O País» foi remetida, esta quarta-feira,12, ao Tribunal da Comarca da Praia. Além de tentar repor o conteúdo alegadamente falso da peça em causa, José Brito quer com essa ação judicial responsabilizar o citado diário digital pelos presumíveis danos morais causados ao seu bom nome e à sua imagem pública com supostas acusações à sua pessoa.

O polémico caso da nomeação de César de Paço, o financiador do partido de extrema direita portuguesa Chega, como Cônsul Honorário de Cabo Verde na Florida (EUA), provocou um terremoto político, na sequência de uma reportagem da SIC que o despoletou antes das legislativas de abril deste ano e envolveu o Governo de Cabo Verde no alegado escândalo através do então ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades, Luís Filipes Tavares, que acabou por pedir a demissão do cargo.

A suposta recompensa com a oferta de uma viatura ao antigo titular da pasta da Diplomacia do executivo de Ulisses Correia e Silva causou a indignação geral, tendo o processo sido encaminhado para o Ministério Público para o apuramento de eventuais responsabilidades criminais.

O caso voltou à ribalta na primeira quinzena de agosto deste ano com a Agência Reguladora para a Comunicação Social (ARC) a ordenar o jornal online «O País» a retificar as alegadas Fake News (notícias falsas) na peça «Meu primeiro contato Com Cabo Verde foi através do ex-Embaixador José Brito – César de Paços», publicada nas vésperas das eleições legislativas de 18 de abril deste ano.

É que, segundo a fonte deste jornal, na realidade foi o então Embaixador político Carlos Veiga que propôs a nomeação (ver na roda pé desta peça link com notícia relacionada) de Paços para o referido cargo diplomático e não José Brito que sequer conhece o ex-Cônsul que fez rolar a cabeça do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades, Luís Filipe Tavares.

Links com matérias relacionadas:

https://www.asemana.publ.cv/?Caso-da-nomeacao-do-ex-Consul-da-extrema&ak=1

https://www.asemana.publ.cv/?Demissao-Luis-Filipe-Tavares-Carlos-Veiga-disse-nao-ver-problema-nenhum-em&ak=1#:~:text=Demiss%C3%A3o/Lu%C3%ADs%20Filipe%20Tavares%3A%20Carlos%20Veiga%20disse%20n%C3%A3o%20ver%20problema%

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