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Caso de Binter-CV acusada de crime de omissão de auxílio: PAICV considera que Governo deve assumir a responsabilidade no caso de evacuação médica na ilha da Boa Vista 04 Dezembro 2018

O caso da recusa da Binter-CV em transportador doentes - principalmente na Boa vista em que resultou a morte (ver foto) da jovem grávida Eloisa Correia-, conhece novos desenvolvimentos com o Ministério Público a acusar esta companhia aérea, que monopoliza a ligação doméstica inter-ilhas, por crime de omissão de auxílio. Por isso, o PAICV (oposição) considerou hoje,03, que o Governo deve assumir a responsabilidade no caso de evacuação médica na ilha da Boa Vista - a grávida referida faleceu com o seu filho no Sal para onde foi transportada através de uma pequena embarcação - uma vez que, sustentou o porta-voz Walter Évora, “desmantelou” o sistema de evacuações que existia no país.

Caso de Binter-CV acusada de crime de omissão de auxílio: PAICV considera que Governo deve assumir a responsabilidade no caso de evacuação médica na ilha da Boa Vista

Volta à ribalta o caso de evacuação médica, que provocou polémica com a morte da grávida Eloisa Correia, que foi transportada, em Maio, de barco para a ilha do Sal. É que, na sexta-feira, 30 de Novembro, o Ministério Público acusou a Binter Cabo Verde e o comandante da companhia área de “crime de omissão de auxílio e impedimento de prestação de socorro”, num caso de evacuação médica ocorrido no mês de Maio na ilha da Boa Vista.

Em conferência de imprensa realizada hoje, na cidade da Praia, para pronunciar-se sobre a decisão do Tribunal, o deputado do PAICV para o círculo eleitoral da Boa Vista, Walter Évora, disse que esta decisão vem confirmar as várias denúncias feitas pelo PAICV de que existem “indícios fortes de violação” da lei cabo-verdiana nas diversas vezes em que a Binter-CV recusou a transportar cidadãos cabo-verdianos que necessitam ser transferidos para o Hospital da Praia com máxima urgência.

Segundo o deputado citado pela Inforpress, essa responsabilidade deve ser assumida pelo Governo, que ao “desmantelar” o sistema de evacuações que era assegurado pela TACV, Guarda Costeira e Cabo Verde Express, deixou os cabo-verdianos residentes nas ilhas onde não existem condições de prestar assistência médica especializada “completamente desprotegidos”.

O politico acusou ainda o Governo de agir “de forma pouco clara”, uma vez que o executivo de Ulisses Correia e Silva contratualizou serviços de uma empresa privada para fazer evacuações médicas, serviço esse que continua a ser feito pela Binter Cabo Verde que, segundo o próprio primeiro-ministro, “não tem nenhum contrato de prestação deste tipo de serviço público”.

“Temos conhecimento de situações em que os doentes com necessidade de serem evacuados ficam literalmente à mercê da boa vontade de outros passageiros que têm de ceder os seus lugares para que a evacuação possa acontecer”, assegurou Walter Évora, que disse não entender porque é que as evacuações continuam a ser feitas pela Binter-CV se a empresa contratada já está a receber para fazer este tipo de serviço.

Por outro lado, questionou o Governo sobre quais são as garantias aos cabo-verdianos para que essas situações não voltem a acontecer, uma vez que “não existe um contrato com a Binter-CV para prestação deste serviço”.

Morte da jovem Eloisa e inquérito por concluir

Em relação ao caso da jovem Eloisa Correia, que foi transferida de barco para a ilha do Sal depois da alegada recusa da companhia aérea Binter em transportar a doente, avançou que na sequência desse acontecimento o Governo decidiu substituir a delegada de saúde da ilha da Boa Vista e que “mantém ainda em segredo” o resultado do inquérito que mandou instaurar.

O PAICV considera que toda essa situação é “grave” e “preocupante” uma vez que o sistema continua a ser “vulnerável” e a funcionar de acordo com a boa vontade e disponibilidade das pessoas. refere a Inforpress.

Refira-se que, a companhia aérea privada Binter Cabo Verde voltou a efectuar evacuações médicas, na sequência do protocolo formalizado, no dia 14 de Novembro último, entre o Ministério da Saúde e a companhia área, refere a Inforpress.

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