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Caso de fuga do acusado Arlindo Teixeira chega ao parlamento: PAICV questiona falhas no sistema de segurança interna 15 Julho 2021

O PAICV levou, hoje, ao parlamento, o caso de fuga do acusado Arlindo Teixeira para França. Numa declaração política lida pelo deputado Démis Almeida, questionou falhas graves no sistema de segurança interna, exigindo responsabilidades junto do governo de Ulisses Correia e Silva. «O Grupo Parlamentar do PAICV exige que sejam apuradas e assumidas responsabilidades, para que jamais tal situação vexatória volte a suceder», exigiu.

Caso de fuga do acusado Arlindo Teixeira chega ao parlamento: PAICV questiona falhas no sistema de segurança interna

Na sua comunicação, o deputado do maior partido da oposição questionou que, por ter sido do conhecimento da Polícia Nacional a medida de coação aplicada ao cidadão-arguido, como foi possível que o mesmo tivesse conseguido atravessar a fronteira nacional sem fazer disparar qualquer alarme do Sistema de Alerta do Serviço de Fronteiras do Aeroporto Internacional de São Vicente, e sem que nenhum agente da Polícia de Fronteira o impedisse. «Os fatos graves que subjazem a estas questões atiram para níveis rasos a credibilidade do sistema nacional de segurança interna, e muito desprestigiam a segurança e a reputação das nossas fronteiras», fundamentou.

Diante de tudo isto, Démis Almeida criticou falta de explicação aplausível por parte do governo face aquilo que considerou ser falhas graves registadas no sistema nacional de segurança interna. «Sobre estas falhas clamorosas do sistema nacional de segurança interna, o Governo, pela voz do sr. Primeiro-Ministro, limitou-se a escudar-se atrás de um comunicado redondo da Polícia Nacional, que não diz absolutamente nada de relevante, que foge das questões essenciais, que não assume nenhuma responsabilidade, e que não anuncia a adoção de competentes medidas, visando a correção das falhas grosseiras, o apuramento de responsabilidades e a aplicação de proporcionais sanções aos sujeitos que compuseram a cadeia de omissões e de decisões que permitiu que tal escândalo sobre relatado pudesse acontecer», sustentou.

O parlamentar do maior partido da oposição vai mais longe, ao exigir o apuramento das responsabilidades junto do governo. «O Grupo Parlamentar do PAICV exige que sejam apuradas e assumidas responsabilidades, para que jamais tal situação vexatória volte a suceder», concluiu Démis Almeida.

Reações com acusação de supostos ataques à PN

O advogado e deputado da UCID Amadeu Oliveira, que assumiu ter planeado e excutado a fuga do acusado Arlindo Teixeira para França, foi o primeiro que reagiu à declaração política do PAICV. Oliveira questionou, no entanto, que não se deve desviar a atenção do problema central que tem a ver com falhas no funcionamento do sistema da justiça, com destaque para o Supremo Tribunal da Justiça, criticando a Polícia Nacional.“Não tentem desviar atenções para crucificarem atempadamente nem o primeiro-ministro, nem o MpD e nem a corporação policial”, advertiu o deputado-advogado, acrescentando que “quem salva o País todos os dias têm sido a Polícia Judiciária, a Polícia Nacional, os Fuzileiros Navais e não são os Tribunais”.

O líder parlamentar do MpD também reagiu às declarações de Démis Almeida, afirmando que assume o posicionamento do Primeiro-ministro sobre a matéria. João Gomes apelou para calma e serenidade até à conclusão do inquérito que foi instaurado para se apurar as responsabilidades no caso em apreço.

Já o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, retomou a matéria, acusando, de entre outros aspetos, o PAICV de estar a atacar a Polícia Nacional com as declarações políticas proferidas, hoje, pelo deputado Démis Almeida, na sessão plenária da Assembleia Nacional.

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