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Caso de vídeos com abusos de teor sexual a soldados: Psicólogo defende alteração da forma como se recrutam militares em Cabo Verde 22 Maio 2021

O psicólogo Jacob Vicente defendeu hoje a alteração da forma como se recrutam os militares em Cabo Verde, alegando estar ultrapassado o modelo vigente. Por isso, recomenda complementos com testes psicológicos e psicotécnicos no processo da seleção de mancebos para as fileiras das Forças Armadas (FA).

Caso de vídeos com abusos de teor sexual a soldados: Psicólogo defende alteração da forma como se recrutam militares em Cabo Verde

Jacob Vicente que fazia uma análise à Inforpress sobre o último acontecimento nas Forças Armadas de Cabo Verde, divulgada nas redes socais e que mereceu repúdio de várias entidades. Entende que no recrutamento dos jovens devem ser introduzidos outras avaliações para se delinear o perfil do candidato antes da sua incorporação nas fileiras das FA.

“Este é um caso que, antes de tudo, nos leva a avaliar o individuo para saber quem é, donde vem, qual o seu tipo de personalidade, estrutura de vida social e familiar para que possamos chegar a uma conclusão sobre a acção”, disse o psicólogo que considera o caso complexo, sob a qual não se deve fazer uma avaliação de momento, mas só depois de se avaliar e estudar o que está por detrás do ato referido.

Neste particular, preferiu fazer uma análise de ponto de vista criminal em que afirma ter havido vários tipos de crimes, segundo a imagem divulgada, e pelo facto de o ato ter acontecido num espaço das Forças Armadas, onde não era previsto que coisas desta natureza acontecessem.

“Por outro lado, houve uma conduta extremamente inapropriado que põe em causa não só a capacidade de disciplina das FA, como o que poderá estar por detrás do ato, ou seja, o que motiva jovens a terem esse tipo de comportamentos”, disse segundo a Inforpress.

Jacob Vicente vai mais longe ao chamar a atenção das pessoas sobre a situação, explicando que também na vida militar, como nas universidades, existem praxes em que os novatos recebem boas vindas e passam por situações difíceis.

Mesmo assim diz que é preciso saber-se qual foi a situação para depois se julgar a brutalidade da ação.

“Como cidadão não podemos cair na tentação de pensar que as Foças Armadas não colaboram e que vão esconder situações destas. Aliás a instituição militar já falou e prometeu que vai haver penalizações”, prossegue, sublinhando que ninguém deve pensar que se tatra de ações que acontecem sempre e nem generalizar o acontecido.

Conforme ainda a Inforpress, apesar disso, Jacob Vicente é de opinião que falta disciplina e uma maior interação entre as FA e a sociedade civil no sentido de essas passarem a mostrar, com maior regularidade, o trabalho que realizam.

Recorde-se que no dia 18 foram publicados nas redes sociais vídeos com abusos de teor sexual, envolvendo militares, que causaram ondas de indignação e levantaram questões sobre os alegados abusos que os soldados sofrem nas mãos de colegas mais antigos nas Forças Armadas de Cabo Verde.

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