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Caso de negócio de terreno na Boa Vista: Walter Évora estranha postura do Presidente da Câmara e questiona mais um lote de terreno doado a « um companheiro do Edil José Luís Santos de muitas lutas políticas» 16 Setembro 2018

«O Presidente da Câmara da Boa Vista que é também líder do Basta actualmente no poder, ao que parece não gostou daquilo que está no relatório de inquérito parlamentar municipal e decidiu acusar alguém de ter adulterado este mesmo relatório. Mas que coisa estranha?». Questiona o deputado nacional Walter Évora na sua página oficial de facebook, a propósito do negócio irregular de venda de terreno feito entre a Câmara e a empresa Oásis, pertencente ao seu vereador Aristides Mosso. Além da suposta doação de um novo lote de terreno a « um companheiro de mutas lutas» ventoinhas, o dirigente do maior partido da oposição denuncia um outro facto novo que tem a ver com o desvio para o Festival de Praia de Cruz de 32 mil contos da verba de 100 mil contos do Fundo do Turismo, solicitada, com urgência, pelo Executivo de José Luís Santos ao Governo da República para iniciar obras da requalificação urbana na ilha.

Caso de negócio de terreno na Boa Vista: Walter Évora estranha postura do Presidente da Câmara e questiona mais um lote de terreno doado a « um companheiro do Edil José Luís Santos  de muitas lutas políticas»

«Eles pediram o inquérito, fizeram esse mesmo inquérito, elaboram um relatório que foi discutido ontem,13, votaram a favor de mesmo relatório e depois vem dizer que foi adulterado! Depois um membro da equipa da Câmara pede para embargar as obras no terreno em causa, esse terreno é aquele que foi concedido a um outro membro da equipa da câmara - é a empresa dele que está a construir. O primeiro coloca o segundo no tribunal, o Presidente da Câmara não gosta do comportamento do primeiro e diz que vai colocá-la também no tribunal, todos eles são membros da mesma equipa, o Basta. Alguém me consegue explicar o que está a acontecer na Câmara Municipal da Boavista?», interpela o deputado tambarina pelo círculo eleitoral da Boa Vista, que foi um primeiro a fazer denúncias públicas de irregularidades no negócio em causa.

Walter Évora postou, porém, que há um facto que poderá ter passado muita gente despercebido, mas que ele registou. Disse que tem a ver a com a doação de mais um lote de terreno a um camarada ventoinha e averba de 100 mil contos do Fundo do Turismo que a Câmara solicitou com urgência ao governo para obras, mas que desviou 32 mil contos para o Festival da Praia de Cruz. Precisa que registou «o facto da responsável de finanças da câmara ter afirmado que a Câmara da Boavista recebeu 100 mil contos do fundo do turismo para efetuar obras de melhoria da nossa ilha, que precisa urgentemente, mas que o senhor Presidente da Câmara já utilizou 32 mil contos desse dinheiro para “investir” no Festival da Praia de Cruz. Para além disso, ficamos a saber, na reunião de ontem, que o senhor Presidente da Câmara, que andou a chorar que não encontrou terrenos para vender, afinal, para além dos dois lotes que deu a empresa do seu vereador, deu um terreno de 600 m2 a um companheiro seu de muitas lutas políticas», denunciou o deputado do PAICV, interrogando se alguém consegue explicar porque é que o Vereador Aristides Mosso se fez acompanhar de um advogado numa sessão da Assembleia Municipal.

Presidente especial e AM surreal

Diante dos factos referidos e posicionamento dos órgãos autárquicos, Walter Évora escreve que se está perante « um Presidente de Câmara muito “especial”. Considera, por outro lado, que a reunião extraordinária da Assembleia Municipal da Boavista, que se realizou, nesta semana, foi algo surreal. Tudo, segundo ele, por
desafiar a capacidade intelectual dos maiores analistas políticos, que dificilmente conseguirão explicar o que terá acontecido durante naquela Assembleia.

«O grupo Basta, que governa a ilha da Boavista, liderado pelo seu Presidente José Luís Santos, cometeu uma ilegalidade grave, que nós denunciamos publicamente.
Na sequência dessa denúncia, o senhor Presidente do Basta pediu para se criar uma comissão de inquérito para averiguar essa denúncia, sobre os atos que ele mesmo cometeu.Foi criada essa comissão, fez-se o inquérito e foi elaborado um relatório, onde consta um conjunto de factos gravosos que constituem um atropelo grosseiro à nossa legislação municipal.Na reunião da Assembleia, o grupo Basta, que teve a iniciativa de pedir o inquérito e elaborou o relatório, onde consta todas as ilegalidades cometidas pela Câmara que suporta, votou a favor a esse mesmo relatório. O Presidente da Câmara que é também líder do Basta, ao que parece não gostou daquilo que está no relatório e decidiu acusar alguém de ter adulterado este mesmo relatório. Mas que coisa estranha?», questiona Walter Évora na sua página de facebook.

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