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Caso de quebra da imagem de santo no Miradouro de Caleijão: Oposição denuncia que o Edil da Ribeira Brava é o autor da destruição do Santo Gabriel 28 Agosto 2018

A liderança do PAICV em S.Nicolau acusa o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava de ser o principal autor do ato da destruição da imagem do Anjo São Gabriel Arcângelo, que tinha sido colocada, em Abril último, no Miradouro de “RAZADOR” , que fica na Assomada de Caleijão. Para Hipólito Barreto, apesar do argumento de que o escultor Sandro não terá alegadamente solicitado a autorização da Câmara para edificar a escultura sacara em causa, o Edil Pedro Silva Morais saiu mal desse processo, ao ordenar, com base na decisão do executivo camarário, a «quebra do Santo São Gabriel ».

Caso de quebra da imagem de santo no Miradouro de Caleijão: Oposição denuncia que o Edil da Ribeira Brava é o autor da destruição do Santo Gabriel

A julgar pelos protestos registados contra essa alegada medida camarária em Cabo Verde e na Diáspora, tudo indica que este erro político cometido pelo Edil da Ribeira Brava pode vir custar-lhe muito caro, do ponto de vista político, nas eleições autárquicas de 2020.

Em comunicado, a Comissão Política Regional do PAICV considera que,
na entrevista deu no dia 26/08/18 (domingo) no jornal das vinte horas na TCV, « o Presidente da Câmara Municipal da Ribeira não só confirmou a autoria da maldade», como deixou bem claro que não está sintonizado e nada quer saber dos anseios-interesses da população do Município que preside. «Na sua entrevista, dada de forma muito atabalhoada, devido ao peso que agora o Presidente carrega na sua consciência, ele saiu muito mal», salientou o documento, lembrando que, depois uma semana e perante muta pressão popular, o Edil não teve outra saída que não fosse a de arranjar desculpas que não justificam tal barbaridade.

«Por esta razão, o PAICV – São Nicolau mantém a firme postura de condenar esta tamanha barbaridade, solidarizando-se com o artista SANDRO e com todos quantos manifestaram o seu repúdio por este ato praticado por alguém que, ao invés de estar a defender os valores patrimoniais deste Município, anda a os destruir por força do poder que o povo de forma soberana e democrática lhe confiou», lê-se no comunicado.

Erro e factos por esclarecer

Detendo-se sobre os cinco factos por esclarecer, o maior partido da oposição em São Nicolau adverte que, na leitura atabalhoada feita pelo Presidente da Câmara Municipal sobre o artigo 98º, alínea e) do Estatuto dos Municípios, ele repartiu a responsabilidade do ato com a sua equipa camarária. «A Câmara Municipal como órgão executivo colegial, toma decisões por deliberação. Os restantes quatro vereadores que se pronunciem, exibindo pelo menos a deliberação sobre este assunto, saída da reunião ordinária quinzenal da Câmara; O Presidente disse ainda, na sua entrevista, que as ordens (claro que só poderiam ser as dadas por ele) não foram bem cumpridas. Ele afirmou que após a remoção da imagem, esta foi deixada num canto para ser removida depois. Nada mais falso!», protestou o partido da independência,

A CPR liderada por Hipólito Barreto salienta, por outro lado, que o PAICV interroga e pede esclarecimento nomeadamente sobre os seguintes aspectos: Como é que podiam deixar a imagem inteira num canto, sabendo que na altura da sua colocação, devido ao peso da escultura, o artista Sandro contou com o apoio de um camião-grua, gentilmente cedido por um empresário local. Esclarece que saibam as pessoas que, na remoção da imagem do lugar onde estava, mas sem qualquer ajuda da tal grua, os trabalhadores da Câmara, que cumpriam a ordem do Presidente, usaram como ferramentas apenas marreta, picareta, ferro de alavanca, entre outras, para mandarem o Santo penhasco abaixo.

Para a oposição, a Câmara não deveria ter cometido tal erro com o argumento de que o artista Sandro não terá pedido autorização para colocar a imagem do Anjo de Gabriel Arcângelo no sítio turístico de Razador. «Mesmo que o Sandro tivesse cometido a falha de ter colocado a imagem de São Gabriel no Miradouro do «RAZADOR» sem a autorização da Câmara Municipal, (o artista afirmara na sua entrevista concedida à Rádio Comunitária da Ribeira Brava que falou com a Câmara e a Igreja católica local antes para lhes solicitar apoio, bem como informar-lhes da sua intenção), o Presidente da Câmara deveria saber que um erro não se justifica com um outro erro. Tratando-se de uma prenda do escultor Sandro oferecida à sua ilha São Nicolau, esta obra, aí onde se encontrava não prejudicava em nada. Embelezava o sítio e foi muito bem recebida e aceite pelos munícipes da Ribeira Brava, mormente pelos crentes católicos».

Mais: o Presidente da Câmara sabia, segundo refere o comunicado, que a imagem em causa foi colocada nesse espaço, no final do mês de Abril, a anteceder as festas da Pascoela. «Porque agiu como agiu, decorridos mais de três meses? O Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, ao cometer dano moral e material ao artista, caso este intentar uma ação judicial para que seja indemnizado pelo prejuízo, quem é que lhe irá compensar? A Câmara Municipal através da tesouraria municipal com os impostos cobrados do povo ou o Presidente da Câmara do bolso próprio?», questiona a CPR do maior partido da oposição em S.Nicolau.

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