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Suspeita de fornecimentos a Tecnicil: Primeiro-ministro aconselha PAICV a tirar o “cavalinho da chuva” 07 Mar�o 2018

O alegado escândalo por suspeitas de favorecimentos a Tecnicil pelo vice-primeiro-ministro, que é sócio e foi administrador da empresa, continua a dar que falar. Um pouco ausente do debate nacional em torno desta matéria quente que tem mobilizado a opinião publica nacional e internacional, o primeiro-ministro resolveu hoje,06, pronunciar-se sobre o assunto. Ulisses Correia e Silva mandou o PAICV (oposição) a tirar o “cavalinho da chuva”, por ter pedido a demissão do ministro das Finanças e vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, que está a ser acusado de favorecer a Tecnicil.

Suspeita de fornecimentos a Tecnicil: Primeiro-ministro aconselha PAICV a tirar o “cavalinho da chuva”

Segundo a Inforpress, esta afirmação foi feita por Ulisses Correia e Silva, nesta terça-feira, na Cidade da Praia, depois de receber em audiência o presidente da Assembleia da República de Portugal, Ferro Rodrigues, que se encontra de visita de dois dias a Cabo Verde.

O PAICV acusou o chefe do governo de ficar em silêncio, sabendo que o seu ministro das Finanças e vice-primeiro-ministro está a ser investigado pelo Ministério Público sobre alegado favorecimento à empresa Tecnicil, de que Olavo Correia foi gestor e tem uma participação de 10%, sendo que esta empresa é, até ao momento, a grande beneficiária da lei que aumenta os direitos de importação para lacticínios e sumos de fruta.

Depois da notícia vinculada na última quinta-feira, 01 de Março, pela agência lusa, segundo a qual o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças é também accionista da Tecnicil empresa, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde pediu a demissão de Olavo Correia.

“Que tirem o cavalinho da chuva, que isso não vai acontecer. A oposição não é responsável pela composição do Governo e não vamos dar respostas, uma vez que pretendem desestabilizar o Governo”, suscitou Ulisses Correia e Silva, garantindo, segundo a Inforpess, que o seu ministro das Finanças vai continuar no Governo.

Para o primeiro-ministro referido pela mesma fonte, Olavo Correia não violou nenhuma lei para favorecer uma empresa na qual foi gestor, mas afirmou que existe « uma ligação maldosa no sentido de provocar essa relação de causa efeito entre a lei e a pessoa».

“Eu não tenho de falar em função daquilo que a oposição quer. O que tenho a dizer é que se trata de uma cabala política claramente motivada por uma lei que foi aprovada pelo parlamento, com os votos do PAICV e há toda uma encenação à volta deste tema, no sentido de incriminar um ministro e membro do Governo, com objectivos políticos partidários muito claros”, sublinhou o PM.

A informação tornada pública na última quinta-feira, 01, dá conta que Olavo Correia declarou ao Tribunal Constitucional, desde 2016, que é accionista do grupo Tecnicil, principal beneficiado, até ao momento, do aumento das taxas de importação de leite, que entrou em vigor em Janeiro deste ano.

Na ocasião, o maior partido da oposição PAICV, através do seu deputado José Sanches, acusou o ministro das Finanças de “falta de ética ao fazer “negócios obscuros” do seu ministério com uma empresa na qual tem uma participação de 10 %”.

No entender do parlamentar, “a nuvem é mais do que escura” e “a água torna-se a ficar turva”, sendo que, a partir deste momento, pode-se confundir o papel de Olavo Correia enquanto ministro que defende o interesse dos cabo-verdianos e enquanto governante protector da sua empresa.

Para o presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID-oposição), António Monteiro, que foi contra a aprovação dessa lei, se realmente houve uma ‘colher de chá’ para a empresa na qual o ministro tem uma participação de 10 %, “a lei deve funcionar e a justiça deve ser dura”.

Por outro lado, a deputado do Movimento para a Democracia (MpD-poder), Filomena Gonçalves, afirmou que o seu partido tem toda a confiança no ministro das Finanças e vice-primeiro-ministro que, advogou, “é competente, sério, transparente” e que “não faz da política uma profissão”.

A deputada desafiou o PAICV a provar se a lei foi violada e a avançar para as instâncias “próprias para fazer as denúncias e deixar a justiça trabalhar”. C/Inforpess

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