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Caso de suposta tentativa de suicídio de Beto Alves: Câmara discorda da teste avançada pela PJ e considera que a história está mal contada 22 Dezembro 2020

Em comunicado remetido ao Asemanaonline, a Câmara Municipal de Santa de Catarina anuncia discordar da hipótese avançada pela Policia Judiciária sobre a morte do Sanata Catarina de Santiago,Edil Beto Alves, segundo a qual resulta de uma suposta tentativa de suicídio. A edilidade considera que a história está mal contada e exige à "Procuradoria Geral da República e Direção Nacional da PJ que acompanhem com a atenção devida a evolução deste caso, para que as legítimas inquietudes sejam esclarecidas e tenham a devida resposta".

Caso de suposta tentativa de suicídio de Beto Alves: Câmara discorda da teste  avançada pela PJ e considera que a história está mal contada

"Menos de 12 horas após o Presidente Beto Alves ter sido baleado, a Polícia Judiciária (PJ), através da sua assessoria de imprensa, fez chegar às redações dos órgãos de comunicação social um comunicado, defendendo a tese de que tudo aponta tratar-se de uma tentativa de suicídio”, lê-se na nota.

Segundo a Câmara Municipal de Santa Catarina, ao mesmo tempo que acha inusitada uma reação tão rápida deste órgão de polícia criminal, não pode deixar de manifestar algumas inquietações, designadamente as seguintes: "1 – Não nos parece crível que uma pessoa destra tenha tentado o suicídio com um disparo na região temporal esquerda; 2 – Parece-nos pouco plausível que alguém que pretenda suicidar-se efetue um disparo a ’pouca distância’ da região temporal, correndo o risco de falhar o tiro, quando o mais lógico seria encostar o cano da arma na têmpora. 3 – Ademais, o Senhor Diretor Clínico do Hospital Agostinho Neto, numa conferência de imprensa efetuada ao início da tarde, referiu-se expressamente a ’agressão’, embora admita que o conceito pode abarcar a possibilidade de tentativa de suicídio, mas nunca sendo peremptório a este respeito. Uma versão que, salvo melhor opinião, não coincide com a avançada pela PJ".

A mesma fonte acrescenta que, numa primeira reação, a Câmara Municipal de Santa Catarina considera que a versão da PJ, assumida de forma tão peremptória, é, desde logo, precipitada e parece-nos, inclusive, tratar-se de uma história mal contada. "Porque, a haver uma dúvida razoável (e há várias, como referimos anteriormente), o conteúdo do comunicado teria, necessariamente, de ser mais cauteloso".

Diante das razões expostas, a Câmara Municipal de Santa Catarina apela ao Diretor Nacional da Polícia Judiciária e ao Senhor Procurador Geral da República para que acompanhem com a atenção devida a evolução deste caso, "para que as nossas legítimas inquietudes sejam esclarecidas e tenham a devida resposta".

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