POLÍTICA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Caso de venda de terreno na Boa Vista: Bancada do MpD pede à câmara que assuma as responsabilidades no negócio feito com a empresa Oásis 14 Setembro 2018

O líder da bancada municipal do MpD na Boa Vista, Paulo Santos, solicitou, esta quinta-feira, à câmara chefiada pelo edil José Luís Santos que assuma as responsabilidades políticas, administrativas e financeiras pelo negócio feito com a empresa Oásis.

Caso de venda de terreno na Boa Vista: Bancada do MpD pede à câmara que assuma as responsabilidades no negócio feito com a empresa Oásis

O MpD (oposição), que durante todo esse processo manteve-se calado, esta quinta-feira, na sessão extraordinária da Assembleia Municipal (AM), unicamente para a apreciação do relatório do encontro de contas entre a autarquia e a Oásis resolveu quebrar o silêncio.

“Desde o início deixamos claro que não tínhamos elementos suficientes para pronunciarmos sobre este negócio e que reservávamos a nossa reacção para o final no trabalho da Comissão Eventual de Inquérito (CEI). E hoje podemos afirmar que esse negócio não foi benéfico para Boa Vista”, considerou Paulo Santos citado pela Inforpress.

O deputado municipal do MpD na ilha asseverou que o seu partido é contra esse negócio e que os interesses do Município não foram levados em consideração. “A câmara municipal fez um mau negócio”, condenou Santos.

O líder “ventoinha” espera que as responsabilidades sejam assacadas pela equipa camarária.

Quanto à manipulação a que o edil afirma ter sido feita ao relatório, Paulo Santos respondeu: “foi criada uma CEI, constituída por cinco elementos, sendo três do Basta, dois das oposições. Fizemos 30 sessões, trabalhamos e ouvimos muita gente, recolhemos muitas informações, o mínimo que se pode exigir é o respeito pela matéria produzida”.

“Produzimos um documento e podem até não concordar com ele. Mas é um relatório votado por unanimidade da comissão e penso que todos, incluindo a autarquia, devem tirar as ilações”, arrematou.

Paulo Santos disse ainda que este relatório pode até ser fruto da “inexperiência” da AM da Boa Vista, sendo que é o primeiro, mas espelha a realidade desse negócio e “prova as irregularidades administrativas e contabilísticas cometidas pela câmara”.

Ainda de acordo com o líder da bancada municipal do MpD, está espelhado no relatório que a nível da conta de gerência houve um processo de venda de terrenos, com ordens de pagamento e um processo de pagamento de compra de um terreno com DUC (Documento único de Cobrança), conclui a Inforpress

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade



Mediateca
Cap-vert

blogs

Newsletter

Abonnement

Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project