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Caso do Banco Central no Vermelho: PAICV pede intervenção do Governo para a sua capitalização social 22 Junho 2018

O caso do BCV no vermelho conhece novos desenvolvimentos com a presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) a alertar hoje,22, que há necessidade de preservar o papel Banco de Cabo Verde e, por isso, pediu a intervenção do Governo na sua capitalização social.

Caso do Banco Central no Vermelho: PAICV pede intervenção do Governo  para a sua capitalização social

Janira Hopffer Almada fez essas considerações em declarações aos jornalistas, na Cidade da Praia, após um encontro que manteve com governador do Banco Central, João Serra, para abordar, de entre outros assuntos, a situação financeira da instituição face aos “resultados negativos” do ano passado.

Segundo a líder da oposição citada pela Inforpress, os resultados negativos do BCV, “na ordem de 2.9 milhões de contos”, deveu-se a uma política de abaixamento das taxas dos juros, ao excesso de liquidez dos bancos comerciais e a própria apreciação do dólar norte-americano.

“É importante que o Governo assuma o seu papel, tendo em conta a missão fundamental do BCV e faça a intervenção que a lei lhe impõe”, frisou Janira Hopffer Almada, indicando que essa intervenção deve ser feita através de subvenções previstas no Orçamento do Estado.

Por isso, a presidente do maior partido da oposição lembrou que o sistema jurídico cabo-verdiano aponta que nessas situações deve-se garantir a credibilidade da instituição e levar em conta o contexto da obtenção desses resultados.

As demonstrações financeiras auditadas do BCV, referentes a 31 de Dezembro de 2017, evidenciam um activo total de 68.207.271 milhares de escudos e um capital próprio negativo de 2.447.849 milhares de escudo, segundo um comunicado sobre a situação financeira da instituição divulgado no passado dia 12 de Junho.

“À semelhança do que se tem verificado em bancos centrais de muitos países em desenvolvimento, a actividade do BCV vem sendo condicionada sobretudo pela evolução do ambiente económico mundial, a partir da crise financeira iniciada em 2007”, lê-se no referido documento.

A mesma fonte indiciou que o ambiente económico e financeiro tem evoluído no sentido de limitar a capacidade do BCV de gerar resultados positivos, sendo, no entanto, bastante diverso o efeito dos fenómenos identificados, principalmente a evolução da taxa de inflação e a acumulação de reservas externas. C/ Inforpress

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