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Caso do desvio do arroz do povo na Guiné-Bissau: Ministro Nicolau dos Santos escapa a detenção 13 Abril 2019

Nicolau dos Santos, ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, dirigente do PRS no actual governo de unidade nacional, resistiu, na quinta-feira,11, a uma ordem de prisão preventiva da Polícia Judiciária. Em causa está, segundo a AFP, o desvio de várias dezenas de toneladas de arroz doadas pela China. Três pessoas já foram detidas.

Caso do desvio do arroz do povo na Guiné-Bissau: Ministro Nicolau dos Santos escapa a detenção

Continua o folhetim relativo ao caso de « arroz do povo» doado pela China à Guiné-Bissau. Esta quinta-feira, o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural resistiu a uma ordem de prisão preventiva da Polícia Judiciária. 36 toneladas de arroz foram encontradas na casa do ministro e outras tantas num armazém em Bafatá, pertencente ao conselheiro do presidente José Mário Vaz e ex-ministro do interior Botché Candé, arrendado pelo Ministério da Agricultura.

Segundo a fonte referida, o titular da pasta da Agricultura está a ser investigado pela Polícia Judiciária como sendo o autor do desvio do arroz. Na quinta-feira,12, gerou-se um tumulto no Ministério da Agricultura em Bissau. A PJ tentou prender Nicolau dos Santos mas os guardas do governante, elementos da Polícia de Ordem Pública, não permitiram a detenção.

Esta sexta-feira, o ministro do Interior Edmundo Mendes, que tutela a Polícia de Ordem Pública, veio dizer que não houve pedido de qualquer ajuda por parte da PJ para a detenção ao Ministro da Agricultura.

Emílio Iano Mendes, advogado do ministro, considerou que a ordem de detenção era ilegal, facto pelo qual o governante se recusou a cumpri-la. O advogado acusa a PJ de usurpação de competências do Ministério Público ao conduzir toda esta operação de buscas e apreensões do arroz doado pela China.

Em solidariedade com Nicolau dos Santos, o Partido da Renovação Social, de que o ministro é dirigente, considera o processo uma clara afronta ao partido.

Para o PRS, é o próprio primeiro-ministro, Aristides Gomes, quem está por detrás deste processo, conclui a AFP.

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