ACTUALIDADE

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Caso empresa Spencer Construções: Trabalhadores desmentem a gerência e revelam que atraso no pagamento de salário tem sido frequente na empresa 13 Julho 2022

Ouvidos pelo diário de Notícias ASemanaonline, dois trabalhadores da empresa Spencer Construções e Imobiliária desmentem o gerente João Spencer, quando disse a este jornal que a sua empresa não tinha nenhum mês de salário em atraso. Os entrevistados revelam que desde há muitos anos a firma vem atrasando o pagamento do salário dos trabalhadores, denunciado pelo secretário-permanente do Sindicato Livre dos Trabalhares de Santo Antão (SLTSA) na edição de 11 de julho deste jornal.

Caso empresa Spencer Construções: Trabalhadores desmentem a gerência e revelam que atraso no pagamento de salário tem sido frequente na empresa

De acordo com o trabalhador Pedro, o atraso de salários tem sido uma coisa frequente na empresa. O mesmo disse ainda que João Spencer mentiu quando disse que SCI diz que tem o pagamento de salário em dia, argumentando que, quando a notícia do atraso do pagamento veio à tona na comunicação social, foram-lhes pago apenas o mês de maio, ficando o mês de junho por pagar.

"A gerência da empresa disse à comunicação social que não estava com salário em atraso, mas isso não é verdade. Quando foi anunciada na comunicação social a notícia do atraso no pagamento dos funcionários, foi-nos pago apenas o mês de maio e neste momento ficou o mês de junho e julho, visto que já estávamos a caminhar para 3 meses sem pagamento", asseverou.

Uma outra questão revelada pela mesma fonte, é que os trabalhadores dessa empresa vão para férias sem vencimento e voltam das férias também sem receber.
Um outro trabalhador da empresa, Rui, que já tem 14 anos de serviço, também confirma que o chefe da empresa está a mentir em relação à data de pagamento dos trabalhadores.

"É mentira quando ele diz que começa a pagar os funcionários no dia 10 de cada mês. Ele começa a pagar a partir do dia 28 para cima", afirmou.
Não fazendo mais parte do grupo dos trabalhadores da empresa, porque saiu "devido a angústia e a forma como é tratada os trabalhadores
", Rui disse ao ASemanaonline que de tanto atraso no pagamento, muitas vezes não tinham dinheiro nem para comprar comida e levar para o trabalho.

"Criaram uma armadilha para fazer com que nós saíssemos da empresa, cheguei a um consenso com a empresa para sair e nos pagaram o que tínhamos combinado", desabafou.

Rui termina a sua declaração a este primeiro diário cabo-verdiano em linha de referência, apelando respeito para com os trabalhadores por parte da empresa.
— .
Link de matéria relacionada:
https://www.asemana.publ.cv/ecrire/?exec=article&id_article=155125

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project