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Casos de Tecnicil e Fundo de Ambiente: PGR lamenta dificuldades na recolha de informação de alguns processos na Administração Pública e ordena busca de documentos junto de instituições 10 Mar�o 2018

O procurador-geral da República confirmou, hoje,09, que as investigações sobre os processos do Fundo do Ambiente e do alegado favorecimento da Tecnicil pelo vice-primeiro-ministro estão a decorrer, mas lamentou dificuldades em conseguir informação junto da Administração Pública. Por isso, Óscar Tavares informa que o MP está já a fazer buscas às instituições para recolher os documentos que estão nas suas posses.

Casos de Tecnicil e Fundo de Ambiente: PGR lamenta dificuldades  na recolha de informação de alguns processos na Administração Pública e ordena busca de documentos junto de instituições

O Ministério Público confirmou, esta quinta-feira, que está a investigar algumas denuncias de indícios de corrupção na administração pública cabo-verdiana, com destaque para os casos relacionados com a gestão do Fundo do Ambiente e suspeita de favorecimento a Tecnicil envolvendo o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia.

A informação foi avançada pelo Procurador Geral da República, Óscar Tavares, ao ser abordado pelos jornalistas à margem da cerimónia de lançamento do Sistema de Informatização de Justiça, que teve lugar hoje na Cidade da Praia.

Segundo a Inforpress, o magistrado garantiu que o processo do Fundo do Ambiente e do alegado favorecimento da empresa Tecnicil pelo vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, decorre os seus termos normais.

“Nós temos algumas dificuldades em conseguir compreender que a nível da administração pública você leva dois meses, três meses e seis meses para disponibilizar informações que estão em suporte informático aos órgãos de investigação criminal, isto porque condiciona a capacidade de resposta”, referiu Óscar Santos.

Segundo o Procurador Geral da República, a justiça, para ser realizada, precisa da colaboração das entidades. Por isso, anuncia que o MP está já a fazer buscas às instituições para recolher os documentos que estão nas suas posses.

Por causa dessa dificuldade de acesso à informação, o PGR informou que já abriram também um processo porque, clarificou, é um dever de colaboração das entidades para com os órgãos da Justiça, conclui o magistrado citado pela agência cabo-verdiana de notícias.

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