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Casos de crianças desaparecidas na Praia: Equipa de investigação do MP apresenta primeiro relatório preliminar sem precisar suspeitas 18 Mar�o 2018

Sem avançar quaisquer suspeitos e pistas sobre o paradeiro das vitimas, o Ministério Público (MP) assegura, em comunicado, que a equipa de investigação conjunta apresentou, no prazo estabelecido, o primeiro relatório intercalar sobre a investigação relacionada com o desaparecimento de crianças na Cidade da Praia. Em causa está a descoberta do paradeiro de quatro crianças com a mãe de uma destas na Capital. Revelado recentemente, está ainda por ser desvendado o desaparecimento em 2017 de um homem e uma mulher do Concelho de Santa Catarina de Santiago, mas que até ultimamente não constavam da lista de pessoas a serem investigadas, porque ninguém informou dessa ocorrência ao MP.

Casos de crianças desaparecidas na Praia: Equipa de investigação do MP  apresenta primeiro relatório preliminar  sem precisar suspeitas

O Ministério Público acaba de informar sobre a primeiro relatório intercalar sobre a investigação relacionada com o desaparecimento das crianças na cidade da Paria. Segundo o documento publicado no site do MP, do relatório “constam informações sobre o estado de evolução da investigação em termos de recolha e consolidação de prova e bem assim os termos da estratégia processual a ser seguida”.

Relaça o documento que, no decorrer da investigação, foi realizado um “conjunto vasto de diligências de prova legalmente previstas e que permitiram, entre outras, consolidar alguns meios de prova, recolher materiais e objectos que foram submetidos a exame laboratorial, recolha de informação e de elementos de prova com auxílio da cooperação policial internacional, buscas domiciliárias e identificação de pessoas com relevância para a investigação”.

“As diligências investigatórias continuarão, conforme estratégia de investigação apresentada para esta fase, que serão realizadas de forma mais intensa e envolvendo mais elementos policiais, entretanto requisitados para auxiliarem a equipa”, lê-se no comunicado. O MP garante que, no prazo de trinta dias, a equipa de trabalho apresentará novo relatório intercalar, informando sobre a evolução das investigações.

A fazer fé na mesma institiuiçao, a equipa de investigação “está comprometida, dentro dos limites legalmente estabelecidos, a tudo fazer para descobrir o paradeiro dos desaparecidos e identificar os responsáveis, em ordem à respectiva responsabilização criminal”.

Vítimas e familiares inquietos

“Foram recomendadas aos órgãos de polícia criminal, no âmbito das respectivas competências preventivas, medidas concretas que deverão ser implementadas e divulgadas à população”, refere o comunicado do MP que vimos citando.

Entretanto, é de recordar que pelo menos sete pessoas já desapareceram, desde 2016 a esta data, em Cabo Verde. Destes, quatro são crianças - duas meninas e dois rapazes - da Praia, além da mãe de uma delas. Estas desapareceram entre Agosto de 2017 e Fevereiro deste ano. Há ainda mais dois adultos - um casal de Santa Catarina de Santiago - desaparecidos desde 2017, cuja ocorrência só foi revelados em Fevereiro deste ano - por isso não constavam da lista de pessoas que vinham sendo investigadas pelo MP.

Conforme personalidades críticas da sociedade civil, suspeita-se existir uma rede de sequestro com tráfico humano a funcionar em Cabo Verde. Inquietos estão sobretudo os familiares das vítimas, que esperam agora pelos resultados das investigações em curso e o apuramento das responsabilidades criminais.

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