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Centenário de Mandela: Homenagem de Obama entre críticas a ’factos alternativos’ antidemocráticos e aplauso a campeões do ’FrançÁfrica’ 18 Julho 2018

O 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esta terça-feira, fez um discurso marcante a comemorar em Joanesburgo o centenário do nascimento do 1º presidente negro da África do Sul, Nelson Mandela (18.7.1918-5.12.2013). O "inspirador" Madiba e o seu "seguidor" Obama têm em comum ainda o terem sido o primeiro presidente negro, respetivamente, da África do Sul e dos Estados Unidos, ambos marcados pela ’desigualdade racial’.

Centenário de Mandela: Homenagem de Obama entre críticas a ’factos alternativos’ antidemocráticos e aplauso a campeões do ’FrançÁfrica’

Cinco pontos fortes da palestra — a 16ª edição do evento "Annual Lecture" promovido pela fundação de Mandela — estão a ser destacados pela imprensa de referência:

Um, a condenação dos ’factos alternativos’: “Temos de acreditar nos factos. Sem factos não há nenhuma base para a cooperação”. Obama exemplificou com a atual política negacionista das alterações climáticas identificadas pelos cientistas, que é uma ameaça ao futuro do planeta.

Outro, foi a defesa da imigração como uma força. O exemplo está “na diversidade de origens dos campeões do mundo – “não se parecem com os gauleses, mas são todos franceses”.

Outro ainda, a condenação da economia global sem fronteiras, que desligada das pessoas leva a fechos de fábricas (" porque só respondem às exigências dos acionistas").

Viva a democracia: “a política do medo, ressentimento e isolamento” do ‘autocrata eficiente’ “é uma falsa promessa” que “aumenta a um ritmo inimaginável há poucos anos”, indicou Obama.

Avivar a esperança foi o mote para conclusão de que “cada geração tem a oportunidade de mudar o mundo”, através da “união do coletivo” .

Fontes: BBC/Le Monde/DW.de. Foto: Obama afirma ter sido inspirado por Nelson Madiba Mandela desde os seus tempos de estudante. Repetiu-o na palestra (com entrada paga) a que assistiram 15 mil pessoas, que teve lugar no estádio ’Bidvest Wanderers’, em Joanesburgo, na véspera dos 100 anos de Nelson Mandela.

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