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Centro-africanos votam no novo Presidente e composição do parlamento 28 Dezembro 2020

A população da República Centro-Africana (RCA) é chamada às urnas este domingo, 27, para eleger o Presidente do país, com o atual chefe de Estado, Faustin Archange Touadéra, a surgir como o principal favorito à vitória.

Centro-africanos votam no novo Presidente e composição do parlamento

Além da eleição do Presidente do país, os centro-africanos irão decidir a composição da Assembleia Nacional da RCA. A corrida presidencial conta com 17 nomes no boletim de voto, incluindo o de Anicet-Georges Dologuélé, candidato do partido União para a Renovação Centro-Africana, que nas anteriores eleições disputou a segunda volta frente a Touadéra, segundo a Agência Lusa.

Na primeira ronda dessas eleições, realizada em 30 de Dezembro de 2015, Dologuélé recolheu 23,74% dos votos, tendo sido derrotado por Touadéra na segunda volta, com o agora Presidente cessante a conquistar 62,71% dos boletins.

“Ao contrário das eleições de 2015 e 2016, até agora ainda não é conhecido publicamente o número de eleitores registados para votar, mas a média dos últimos dois atos eleitorais ronda os 1,8 milhões, no país com uma população estimada de 4,87 milhões de habitantes”, escreve a mesma fonte.

Entre os candidatos encontram-se os "repetentes" da anterior eleição presidencial Désiré Kolingba,Martin Ziguélé, Sylvain Patassé, Abdoul Karim Meckassoua, Cyriaque Gonda e Jean-Serge Bokassa.

Ainda, conforme escreve a Lusa, no boletim de voto constam também os nomes dos antigos Primeiros-ministros, nomeadamente Mahamat Kamoun e Nicolas Tiangaye, o antigo presidente do Conselho Nacional de Transição Alexandre-Ferdinand Nguendet, a antiga presidente-interina do país Catherine Samba-Panza, Augustin Agou, Crépin Mboli Goumba,Serge Djorie, Eloi Anguimaté e Aristide Reboas.

“O grande ausente é o antigo Presidente François Bozizé, considerado uma das maiores ameaças a Touadéra e que viu a sua candidatura ser invalidada no início do mês pelo Tribunal Constitucional da RCA”.

Recorde-se qure no Sábado, o Tribunal Constitucional da RCA recusou o recurso interposto por seis candidatos da oposição para o adiamento das eleições presidenciais e legislativas. As eleições realizam-se depois de uma crescente tensão na última semana, marcada pelo estabelecimento de uma coligação entre líderes dos três principais grupos armados, que ocupam grande parte do território da RCA e conduzem uma ofensiva no norte e oeste do país.

De salientar que a República Centro-Africana foi devastada pela guerra civil depois de uma coligação de grupos armados dominados por muçulmanos, a Séléka, ter derrubado o regime do Presidente François Bozizé em 2013. Os confrontos entre a Séléka e milícias cristãs e animistas anti-Balaka provocaram milhares de mortes.

“Desde 2018, a guerra evoluiu para um conflito de baixa intensidade, no qual grupos armados competem pelo controlo dos recursos do país, principalmente gado e minerais, e cometem regularmente abusos contra a população civil”, cita a Lusa, acrescentando que Portugal tem atualmente na RCA, 243 militares, dos quais 188 integram a missão da ONU (Minusca) e 55 participam na missão de treino da União Europeia (EUTM), liderada por Portugal, pelo brigadeiro general Neves de Abreu, até Setembro de 2021.

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