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Cerca de 45 mil pessoas marcham pela independência da Catalunha 12 Mar�o 2018

Cerca de 45 mil pessoas manifestaram-se este domingo, 11, em Barcelona, a favor da criação de uma República da Catalunha independente de Espanha, um protesto organizado pela associação independentista ANC, de acordo com os cálculos da polícia urbana.

Cerca de 45 mil pessoas marcham pela independência da Catalunha

O protesto organizado pela Assembleia Nacional Catalã (ANC) visava pressionar os partidos independentistas catalães a chegarem a um acordo que permita formar um governo que avance para a independência da região.

Recorde-se que em finais de Outubro, o governo regional catalão - liderado por Carles Puigdemont - e os partidos no parlamento regional que o apoiavam (Esquerra Republicana Catalana, Partido Democrata Europeu Catalão e Candidatura Unitária da Catalunha) declararam unilateralmente a independência da região.

Na sequência, o governo central em Madrid suspendeu a autonomia da região, dissolveu o parlamento, afastou o governo regional (Generalitat), assumiu a gestão corrente da região e convocou eleições antecipadas na Catalunha para 21 de Dezembro.

A justiça espanhola emitiu, ordens de detenção para o então presidente da Generalitat, Carles Puigdemont, e outros líderes independentistas. O vice-presidente, Oriol Junqueras, foi detido (e ainda se encontra em prisão), tal como o dirigente máximo da ANC, Jordi Sánchez. “Entretanto, Puigdemont acabaria por escapar à detenção, fugindo para Bruxelas com cinco dos seus conselheiros, onde ainda se encontra”.

Nas eleições de 21 de Dezembro, os partidos independentistas conseguiram votos suficientes para manter a maioria parlamentar. No entanto, a nova plataforma eleitoral de Puigdemont, o Junts per Catalunya (JxC) queria que fosse este a ser investido como Presidente da Generalitat, apesar de estar fugido à justiça em Bruxelas.
Por sua vez, a justiça espanhola afirmou que não seria válida uma investidura por Skype, como propunha o JxC. A outra solução apresentada ao presidente da Mesa de Assembleia Regional seria a investidura de Jordi Sánchez (eleito pela lista da JxC), mas o Juiz do Supremo Espanhol que conduz o processo não o liberta para estar presente no plenário de votação no parlamento regional.

Puigdemont, Junqueras, Sánchez e outros líderes independentistas foram formalmente acusados de rebelião, sedição e uso fraudulento de dinheiros públicos (peculato). “Puigdemont será detido se regressar a Espanha”.

As regras do Parlamento Regional catalão exigem a presença física dos candidatos a presidente, que são escolhidos por votação presencial dos deputados eleitos.

Actualmente, os partidos independentistas não se põem de acordo quanto a outras soluções para formar governo, e os partidos soberanistas não têm votos suficientes para tentar investir a líder do Ciudadanos na Catalunha, Inés Arrimadas, a mais votada a 21 de Dezembro.

Face à situação, o governo central em Madrid continua a fazer a gestão corrente da autonomia da Catalunha, ao abrigo da aplicação do artigo 155 da Constituição Espanhola. Fonte: MM

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