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Cerca de 5.000 crianças separadas das famílias por conflito na Etiópia 05 Maio 2021

Cerca de 5.000 crianças foram separadas das suas famílias devido à intervenção militar na Etiópia, que começou em Novembro para derrubar a Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF), informou esta terça-feira, 04, a organização Save the Children.

Cerca de 5.000 crianças separadas das famílias por conflito na Etiópia

Conforme a Agência Lusa, durante os primeiros seis meses do conflito em Tigray, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) detetou, pelo menos, 917 menores desacompanhados, que não têm um adulto para cuidar deles) e 4.056 crianças separadas (separadas dos pais ou responsáveis principais, mas sob os cuidados de outros membros adultos da família).

Segundo Petra Straight, da Save the Children, as crianças não têm acesso à vacinação infantil de rotina, o que as coloca num risco muito alto de contrair doenças infecciosas e aumenta a hipótese de ocorrência de um surto na região.

"As principais doenças a que os menores estão expostos são as infeções respiratórias, como a pneumonia, e as infeções de pele, ambas relacionadas com a falta de espaço e acesso a água potável, e também a desnutrição", cita a Lusa.

A Save the Children garantiu que as crianças identificadas abrangem uma ampla faixa etária e incluem desde bebés recém nascidos que perderam as suas mães durante o parto até adolescentes de 16 anos, que agora se tornaram os cuidadores principais de seus irmãos mais novos, conforme escreve a nossa fonte.

A maioria desses menores desacompanhados e separados vive com outras pessoas deslocadas à força em acampamentos informais, geralmente em antigas escolas, ou seja, "partilham o espaço com outras pessoas, incluindo adultos de ambos os sexos, o que pode colocá-los ainda mais em risco de violência e abusos", alerta a organização, citado pela mesma fonte.

Sabe-se, através da mesma fonte, que o primeiro ministro etíope, Abiy Ahmed, Prémio Nobel da Paz em 2019, lançou uma intervenção militar em 04 de Novembro passado, para derrubar a Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF), o partido eleito e no poder neste estado no norte da Etiópia.

De salientar que o Exército federal etíope foi apoiado por forças da Eritreia. Depois de vários dias, Abiy Ahmed declarou vitória em 28 de Novembro, com a captura da capital regional, Mekele. "No entanto, os combates continuaram e as forças eritreias são acusadas de conduzirem vários massacres e crimes sexuais", noticia a nossa fonte.

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