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Cesária Évora – Academia de Artes acolhe exposição em homenagem às vítimas do desastre da Assistência 20 Janeiro 2022

A Cesária Évora – Academia de Artes tem patente a exposição “As Fomes em Cabo Verde: Causas e Efeitos (1580 – 1949)”, que visa homenagear as vítimas do desastre da Assistência, ocorrido a 20 de Fevereiro de 1949, na Praia.

Cesária Évora – Academia de Artes acolhe exposição em homenagem às vítimas do desastre da Assistência

Segundo a Inforpress, trata-se de um projecto do Arquivo Nacional de Cabo Verde acolhido por esta Academia de Artes, que se regozija por acolher uma exposição, cujo objectivo é levar para os seus alunos e o público em geral memórias que fazem parte do “ser cabo-verdiano”.

A exposição que homenageia, uma vez mais, as vítimas do desastre da Assistência que aconteceu na cidade da Praia, no dia 20 de Fevereiro de 1949, visa também, segundo a secretária do CEAA, Ana Coelho, comemorar os 73 anos deste evento trágico acontecido em Cabo Verde e “está a despertar bastante interesse”.

“A exposição está a revelar bastante interesse dos nossos alunos, constatamos os seus entusiasmos porque não conheciam antes esta história, considerada a maior tragédia de Cabo Verde. Acolhemos este evento até 17 de Fevereiro e depois vai ser transferido para outras escolas, com o mesmo objectivo, que é o de proporcionar conhecimento da nossa história”, explicou.

Conforme a mesma fonte, exposição “As Fomes em Cabo Verde: Causas e efeitos (1580 – 1949)” é uma iniciativa do Ministério da Cultura, através do Arquivo Nacional de Cabo Verde, e decorre de 17 de Janeiro até 17 de Fevereiro na sede da CEAA.

Em 20 de Fevereiro de 1949, a cidade da Praia viveu o dia considerado por muitos dessa época como o “mais trágico” com a queda do paredão do edifício dos Serviços Cabo-verdianos de Assistência, que ceifou a vida de centenas de pessoas que aguardavam a distribuição de refeições quentes, devido ao “severo período de fome” que se viveu nos diferentes pontos do País.

Para perpetuar este “triste acontecimento”, em meados do ano 2000 construiu-se junto à rampa do cais de São Januário, na zona da Gamboa que liga esta zona à Avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria, a poucos metros do local onde se deu a tragédia, um monumento em homenagem às vítimas, refere a Inforpress.

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