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Chã das Caldeiras aguarda pela cobrança da portagem à entrada do Parque Natural 12 Mar�o 2018

A cobrança de uma taxa de entrada no Parque Natural do Fogo é aguardada com alguma expectactiva pelos moradores de Chã das Caldeiras. É que, a finalidade que se pretende com a cobrança dessa taxa é de conseguir verba para satisfazer projectos para localidade e também para o Parque. Projetos que o Município não dispõe de verbas para executá-los, como por exemplo, as obras das vias públicas, construir ou conservar as infra-estruturas existentes na região. Entretanto, a cobrança que deveria vigorar há três anos, continua suspensa, pela Direcção-Geral do Ambiente (DGA).

Chã das Caldeiras aguarda pela cobrança da portagem à entrada do Parque Natural

Em conversa com alguns moradores da caldeira, “já é tempo para se iniciar com a cobrança, de modo que o valor possa ser utilizado para fins e necessidades locais”. Recorde-se que, a Assembleia Municipal de Santa Catarina do Fogo deliberou em Setembro de 2014, a cobrança de uma taxa de entrada ao Parque Natural do Fogo através de um serviço de portagem. Isto após, vários trabalhos de pesquisas e estudo, realizados pelo Parque Natural do Fogo(PNF).

O turista que faz excursão dentro do PNF, propõe a Câmara Municipal pagar 500 escudos, enquanto ao visitante que entra e sai no mesmo dia será cobrado 200 escudos. Viaturas de transporte colectivo (táxi, hiace e autocarro) passam a pagar 300 escudos e grupos nacionais organizados (mínimo 15 pessoas) pagam mil escudos.

Os moradores da Chã e as viaturas dos proprietários de terrenos agrícolas naquela comunidade, assim como os veículos dos serviços municipais e do Estado ficam isentos do pagamento de portagens. Para controlar as entradas e saídas será construído um pequeno posto e uma cancela em “Curral d’Asno”, logo à entrada de Chã das Caldeiras.

São mais de dez mil os turistas que visitam anualmente Chã das Caldeiras. Prevê-se amealhar mais de três mil contos por ano com esta medida. O PNF, que cobre os três municípios do Fogo, alberga uma população residente de 1200 habitantes. À sua volta existem 12 comunidades. São mais de sete mil pessoas que dependem dos recursos que existem nesta área protegida cada vez mais procurada por nacionais e estrangeiros para lazer, turismo e trabalhos de investigação.

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