REGISTOS

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Chade: Presidente Déby "morreu no campo de batalha em defesa da pátria", anuncia Exército hoje ao 10º dia pós-eleição para 6º mandato 20 Abril 2021

As Forças Armadas da República do Chade anunciaram o falecimento na manhã de terça-feira, 20, do presidente Idriss Deby, de 68 anos, após uma visita que fez "no fim de semana" à zona em que as FAs combatem as "forças da oposição rebelde" — apoiantes da FACT-Frente para a Alternância e a Concórdia no (T)Chad — que tentam entrar em Ndjamena. No penúltimo domingo, a eleição presidencial foi boicotada pelos principais partidos da oposição a Bédy e ontem, segunda-feira, a CNE anunciou que o presidente candidato a um sexto mandato vencera com 79,3% a votação.

Chade: Presidente Déby

"Fiel ao juramento que fez ao povo e à nação, o presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, Idriss Déby Itno, deu o seu último suspiro hoje, 20 de abril de 2021, em defesa da soberania nacional no campo de batalha”, disse o CEMFA chadiano, general Agouna Azem Bermandoa que anunciou também catorze dias de luto nacional, o recolher obrigatório e o fecho das fronteiras — com a Líbia, Nigéria, Camarões.

Ao anunciar o falecimento do chefe de Estado, o chefe das Forças Armadas acrescentou que "o poder será exercido por um governo militar de transição" chefiado pelo general Mahamat Kaka Déby, filho do falecido.

O mandato de Mahamat Kaka — o nome que usa, alegadamente justificado pela tradição avuncular — terá 18 meses "para garantir a defesa do nosso país que está na linha da frente da guerra contra o terrorismo e as forças do mal".

O general Agouna diz confiar no presidente da transição para conduzir o país até às próximas eleições "livres, democráticas e transparentes", seguindo "o espírito de sacrifício de que o pai deu provas durante toda a sua vida".

O anúncio do falecimento, seguido da indicação de que haverá uma presidência de transição, repercutiu de imediato em diversos noticiários de canais como a Al-Jazeera. Só à tarde, começou a circular notícias nos media ocidentais, a começar pela CNN que tem correspondente em Ndjamena.

Aliado da UE, EUA 30 anos no poder

Há trinta anos no poder chadiano, desde que em dezembro de 1990 liderou uma rebelião contra o presidente Hissène Habré, a sua presidência foi assumida como uma frente contra o avanço do Estado Islâmico na região do Sahel. Destaca-se a coligação que o Chade formou com a Nigéria para combater o Boko Haram.

Déby sobreviveu nestes três decénios a várias rebeliões. De opositores e até de dentro do seu próprio governo. Até hoje, em que chegou ao fim a presidência neoliberal do general Idriss Déby Itno — intempestivo acontecimento que, o tempo o dirá, pode mudar o rumo na luta anti djihadista na região saheliana.

Fontes: Al-Jazeera/TV5 Monde/CNN/Le Figaro/Le Monde. Fotos (TOI/Getty/Al-Jazeera)

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Abonnement

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project