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A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Che Guevara 09 Outubro 2022

Esta fotografia de 5 de março de 1960 fez do ’guerrilheiro revolucionário’ doutor Ernesto ’Che’ Guevara um rosto familiar em todo o mundo. Neste 09 de outubro, comemora-se o 55º aniversário do seu falecimento que o elevou ao estatuto de "mártir" da liberdade.

Che Guevara

A capital cubana saiu à rua nesse 5.3.1960 numa marcha de protesto — encabeçada por Castro, Che, Sartre e Simone de Beauvoir — no dia seguinte ao atentado no porto de Havana, que Castro imputou à CIA e a Casa Branca sob Kennedy negou. Cerca de 100 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas na explosão do barco francês La Coubre procedente do porto belga de Antuérpia carregado de munições.

A foto captada por Alberto Diáz "Korda", fotógrafo oficial do regime castrista, tornou Che um ícone mundial para gerações de jovens.

Hoje como no seu tempo, não é todavia consensual a visão idealista de Che. Aproveitado por máquinas de merchandising e propaganda a leste e ocidente, tanto nos países "socialistas" como "capitalistas", o que sobrevive do jovem que quer mudar o mundo?

Executado pelo exército da Bolívia com apoio dos Estados Unidos

Foi ao viajar de moto pela América Latina, nos seus dias de estudante da universidade de Buenos Aires, que o argentino Ernesto Rafael ’Che’ Guevara de la Serna, nascido em 1928 numa família abastada, tomou contacto com a pobreza que flagelava do sul ao centro do continente americano e se tornou socialista.

Formado em medicina em 1953 o doutor Ernesto continuou a viajar pela América Latina "pobre e oprimida pelas ditaduras". Em 1955 encontrou Fidel de Castro no México e, a partir daí, juntou-se aos guerrilheiros cubanos como uma das figuras centrais que derrubaram o ditador Fulgencio Batista em 1959.

Como ideólogo duma esquerda que defendia o fim do domínio dos Estados Unidos não só na América Latina, Che traçou planos de combate que envolviam os camponeses nas revoluções dos países do terceiro-mundo em busca da justiça social. Foi assim que viajou também para os territórios colonizados de África e Ásia a dar a sua mão aos processos independentistas.

A sua morte por fuzilamento nesse 9 de outubro de 1967 — seguido de enterro sob anonimato, desvendado só em 1997, ano em que os seus restos mortais tiveram honras de enterro de Estado em Havana — consolidou o estatuto de Che, ícone mundial para gerações de jovens. Não só da esquerda: Che incorpora o ideal do jovem que quer mudar o mundo. Uma etapa de percurso que para muitos só dura o tempo da primavera da vida.

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