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Chefe-adjunto da central de Zaporíjia raptado pela Rússia, alega Ucrânia 11 Outubro 2022

O diretor-geral adjunto da central nuclear de Zaporíjia foi raptado pelas forças russas e encontra-se agora detido num local desconhecido, segundo deu conta a empresa estatal de energia nuclear da Ucrânia, a Energoatom, através de uma publicação na rede social Telegram citada pelo NM.

Chefe-adjunto da central de Zaporíjia raptado pela Rússia, alega Ucrânia

De acordo com a mesma fonte, o oficial Valeriy Martynyuk terá sido raptado na segunda-feira. Como referiu ainda a instituição, os raptores estarão "provavelmente" a recorrer aos seus "habituais métodos de tortura e intimidação".

A mesma fonte destacou ainda que, através deste rapto, as tropas russas "estão a tentar obter a informação de que necessitam desesperadamente sobre os ficheiros pessoais dos empregados da central nuclear de Zaporíjia", a fim de os forçar "a trabalhar para a Rosatom [empresa estatal russa de energia nuclear] o mais rapidamente possível".

Nesta mensagem de denúncia, a empresa nuclear ucraniana apontou ainda que os "ocupantes torturam literalmente os trabalhadores da central nuclear de Zaporíjia", que não se esquivam "aos abusos mais brutais".

Conforme ainda o NM, Energoatom pediu ainda ao diretor-geral da AIEA [Agência Internacional de Energia Atómica], Rafael Grossi, bem como a "toda a comunidade internacional", para que tomem "todas as medidas possíveis para libertar imediatamente Valeriy Martyniuk do cativeiro dos ocupantes russos e devolvê-lo às suas funções oficiais" - instando ainda à criação de uma "zona de segurança nuclear" em torno desta central e ao retorno da mesma ao "controlo total da Ucrânia".

De recordar que esta central nuclear tem estado sob controlo russo praticamente desde o início da invasão sobre a Ucrânia. O mesmo é válido para a maioria da região de Zaporíjia - com exceção da sua capital, com o mesmo nome, que permanece sob controlo ucraniano.

A guerra na Ucrânia, que teve início a 24 de fevereiro, provocou já, segundo os cálculos da Organização das Nações Unidas (ONU), 6.114 civis mortos e 9.132 feridos desde o início da guerra, apesar desta entidade alertar que estes números ficam bastante abaixo dos reais, refere a fonte deste jornal.

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