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China: 15 mortes por causa de discussão entre passageira e motorista — Explicação oficial: "São doentes mentais" 04 Novembro 2018

O acidente em que quinze pessoas perderam a vida foi provocado pela discussão entre o motorista e uma passageira furiosa por ter perdido a paragem. Esta a conclusão a que chegaram as autoridades, com base nas imagens da caixa negra do autocarro que no domingo, 28, se despenhou da ponte sobre o rio Yangtze, em Chongqing, no sudoeste da China.

China:  15 mortes por causa de discussão entre passageira e motorista — Explicação oficial:

Esta sexta-feira, 2, seis dias depois do despenhamento do autocarro, da ponte para o rio, cinquenta metros abaixo, as autoridades informaram ter apurado as causas do acidente. Anunciaram ainda ter recuperado os corpos de treze vítimas, a mais de 70 metros de profundidade.

As imagens da caixa negra do autocarro mostram que a mulher discute com o motorista, por este não a ter deixado sair na sua paragem, antes da ponte. Ela bate-lhe na cabeça e ele faz uma manobra que atira o autocarro contra a ponte. Tudo acontece em poucos segundos, os gritos e o mergulho fatal.

As quinze pessoas dentro do autocarro — treze delas inocentes — terão morrido todas na queda do autocarro sobre o rio Yangtze, em Chongqing, a 1.459 km da capital da China.

Ao longo destes dias, as autoridades procuraram dar uma justificação para o acidente, a de que teria sido causado pelo motorista, atingido de "súbito" por uma "doença mental". A tese da "doença mental" agora aplica-se aos dois causadores da morte de mais treze pessoas inocentes.

Ataque à facada deixa feridas 14 crianças de infantário

Apenas dois dias antes e na mesma região — em Sichuan, a pouco mais de 260 km de Chongqing —, acontecera outro crime insólito: um ataque à facada por uma mulher que vitimou catorze crianças inocentes.

As crianças com cinco-seis anos foram atacadas à facada por uma mulher de 39 anos. Elas tinham terminado os exercícios físicos da manhã no pátio escolar e estavam a regressar à sala de aulas quando se deu o dramático episódio que abalou na manhã de sexta-feira, 26, a comunidade de Sichuan, no sudoeste da China.

A polícia e as ambulâncias acorreram ao local de imediato, mas a prontidão não impediu que imagens de crianças ensanguentadas e com golpes de faca na face começassem logo a circular nos social media.

A China é um dos países com menores taxas de criminalidade no mundo, mas nestes últimos anos têm-se registado ataques de "loucos", segundo as autoridades, contra crianças em contexto escolar.

A motivação da agressora continua desconhecida, como se constata uma semana depois no website da polícia de Sichuan.

Dezenas de crianças vítimas de assassinos "doentes mentais"

Os crimes violentos são raros e quando acontecem são em geral associados à doença mental. As autoridades tendem a atribuir a baixa taxa de criminalidade ao "bom estado social" da república popular que ainda não aboliu a pena capital.

Em junho, dizem as autoridades citadas pelo diário alemão Deutsche Welle, um homem usou uma faca de cozinha para atacar três meninos e a mãe de um deles perto duma escola em Xangai. Duas das crianças morreram. O assassino terá sido motivado "pelo ódio à sociedade", que o marginalizou.

Em abril, um homem de 28 anos matou nove alunos de 13-14 anos, à saída do liceu. O serial-killer — apresentado como uma vítima de ’bullying" quando andava nessa escola, segundo fontes policiais — veio a ser executado em setembro corrente.

Em janeiro de 2017, um homem armado com uma faca de cozinha feriu 11 crianças num jardim-escola da região de Guangxi Zhuang, também no sudoeste da China.

Fontes: DW.de/AFP/ AP/ Reuters/outras referidas Foto CNN da ponte sobre o rio Yangtze.

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