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China e EUA preparam foguetões para desviar asteróides da rota da Terra 09 Julho 2021

A autoridade de exploração espacial chinesa anuncia a preparação de uma missão extraordinária, em que via enviar 23 dos maiores foguetões do país para desviar asteróides que se aproximem do nosso planeta. Mais perto de realizar-se é o lançamento pelos Estados Unidos, entre dezembro e fevereiro próximo, de uma nave espacial para intercetar dois asteróides que se encontram relativamente próximos da Terra.

China e EUA preparam foguetões para desviar asteróides da rota da Terra

Segundo a agência espacial norte-americana, quando a nave espacial da NASA chegar ao alvo, um ano mais tarde, irá despenhar-se contra o asteróide mais pequeno e tentar mudar a sua trajetória.

O projeto da NASA para desviar asteróides foi apresentado há dez anos (NASA apresenta foguetão mais poderoso de sempre, para ir a asteróides e a Marte, 11.set.2011), com atualizações pontuais.

Assim, em março de 2015 "a NASA testa o foguete mais poderoso de sempre", numa operação realizada no deserto do Estado de Utah. Mas desta feita, a informação era que o SLS-Space Launch System, "o maior e mais poderoso foguete lançador já construído até hoje, com o tamanho de um prédio de 24 andares, iria ser lançado à Lua em 2024, para a missão Ártemis (o nome grego da deusa da Lua).

Segundo o Centro Nacional de Ciências Espaciais da China, as simulações feitas mostram que 23 foguetões "Longa Marcha 5" podem desviar um asteróide para uma distância 1,4 vezes superior ao raio da Terra (6.371 quilómetros).

A China lançou, desde 2016, seis foguetões "Longa Marcha 5" com sucesso, embora o último tenha causado algumas preocupações de segurança, quando os seus destroços voltaram a entrar na atmosfera e caíram nas Maldivas pelas 10:24 horas (menos 5H em Cabo Verde) de 09 de maio corrente (como previsto três dias antes: Foguetão chinês descontrolado pode cair entre Nova Iorque e Nova Zelândia, 06.mai.021).

A operação chinesa por mais teórica que pareça hoje pode ser crucial, num cenário extremo de ameaça de colisão com o planeta Terra, que poderia levar ao fim do mundo.


1% de probabilidade nos próximos 100 anos

A proposta de lançar um foguetão, numa nave espacial, para desviar um asteroide, "é um conceito bastante agradável", disse o professor Alan Fitzsimmons, do Centro de Investigação Astrofísica da Universidade Real da Irlanda do Norte, citado pela Reuters.

Fitzsimmons, especialista em cometas e meteoros, é conhecido pelo seu trabalho na equipa do Catalina Sky Survey, responsável pelo avistamento do asteróide de 80 toneladas e 4,1 metros de diâmetro que entrou na atmosfera da Terra em 7 de outubro de 2008 e que explodiu a c.37 km acima do deserto da Núbia no Sudão.

Gareth Collins — professor no King’s College/colégio Imperial de Londres, onde explora as muitas consequências dos impactos no sistema solar através de modelos numéricos — garantiu que existe apenas 1% de probabilidade de um asteróide com mais de 100 metros de largura atingir a Terra nos próximos 100 anos.

Ambos os especialistas citados pela Reuters concordam que alterar a rota de um asteróide é um risco menor que fazê-lo explodir com recurso a explosivos nucleares, que poderiam levar os fragmentos a atingir a Terra.

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Fontes: Reuters/Sites das instituições referidas. Foto: NASA apresenta foguetão mais poderoso de sempre, para ir a asteróides.

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