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China pede a alunos e professores que regressem aos seus países 14 Fevereiro 2020

Milhares de professores e estudantes estrangeiros na China estão a ser aconselhados pelas respetivas universidades a voltarem aos seus países de origem, numa altura de indecisão face à propagação do coronavírus por todo continente chinês. Espera-se que a Cidade da Praia comece a atender o pedido feito neste sentido por parte dos mais de 300 estudantes cabo-verdianos que frequentam várias universiades na China.

China pede a alunos e professores que regressem aos seus países

vários alunos e professores dizem ter sido aconselhados a regressarem à casa por período indefinido. "Por favor, regressem à casa, podem voltar assim que a guerra contra o surto acabar", lê-se numa das várias mensagens em que a Lusa teve acesso.

Segundo escreve a mesma agência, professores de línguas estrangeiras em escolas de ensino primário ao secundário, ou treinadores de futebol no ensino básico, ocupação de cerca de cem portugueses na China, estão ainda a ser notificados de que os seus salários serão reduzidos, em alguns casos para o equivalente ao salário mínimo por lei da cidade onde trabalham.

Em Pequim, por exemplo, o salário mínimo está fixado nos 2.200 yuan (290 euros), um valor que não cobre metade da renda mensal de um quarto na área metropolitana do município. Nas províncias mais pobres do país, o salário mínimo ronda os 1.500 yuan (200 euros). Escreve o Mundo ao Minuto.

Revela a Lusa que, várias universidades suspenderam o início do semestre por um período indefinido. Outras apontam para maio, a seguir ao feriado do Dia do Trabalhador. A decisão das universidades pode afetar uma aposta estratégica de Pequim, que tem, nos últimos anos, procurado atrair estudantes de todo o mundo, parte da sua ambição por maior influência global.

Segundo explica a mesma fonte, na Universidade de Estudos Estrangeiros de Tianjin, cidade a 120 quilómetros de Pequim e que tem um protocolo com o Instituto Confúcio de Lisboa, os alunos e professores que optarem por ficar estão proibidos de sair do “campus”. Uma aluna e dois professores oriundos de Portugal permanecem na universidade.

O país asiático é já o terceiro maior destino para estudantes estrangeiros, superado apenas pelos Estados Unidos e Reino Unido. O país asiático tinha como meta receber meio milhão de estudantes oriundos de diferentes partes do mundo este ano, refere a mesma fonte.

A China é também o segundo maior destino para estudantes africanos, a seguir a França, atraindo centenas de estudantes oriundos dos países africanos de língua oficial portuguesa. É também o maior emissor de estudantes estrangeiros, mais de 662.000 chineses estudam fora do país, a maioria nos Estados Unidos e no Reino Unido, conclui a Lusa.

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