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China proíbe negócios, entrada a 28 membros do governo Trump 22 Janeiro 2021

A República Popular da China impôs na quarta-feira, 20, sanções — proibição de entrar e negociar no país asiático — a Mike Pompeo, John Bolton num total de vinte e oito pessoas que integraram o governo do ex-presidente Donald Trump.

China proíbe negócios, entrada a 28 membros do governo Trump

Em comunicado divulgado nos minutos que se seguiram à tomada de posse do presidente Joe Biden, as autoridades chinesas proibiram a entrada a figuras destacadas da administração Trump: o secretário de Estado Mike Pompeo, o assessor de segurança nacional John Bolton, Robert O’Brien, e o embaixador dos Estados Unidos para a Organização das Nações Unidas, Kelly Craft.

Também constam na lista o assessor para assuntos económicos Peter Navarro, o diplomata de alto escalão para a Ásia, David Stilwell, o secretário da Saúde e Recursos Humanos Alex Azar, e o estrategista Stephen Bannon.

"Nos últimos anos, alguns políticos americanos anti-China, movidos por interesses políticos egoístas e preconceito e ódio contra a China, e sem demonstrar qualquer consideração pelos interesses dos povos chinês e americano, planearam, promoveram e executaram uma série de iniciativas insensatas que interferiram de forma intensa nos assuntos internos da China, minaram interesses chineses, ofenderam o povo chinês e atrapalharam de forma crítica as relações entre a China e os Estados Unidos", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros no comunicado.

A pressão sobre a China, que Trump intensificou nos últimos meses no cargo, exerceu-se sobretudo através de sanções a diversos integrantes do governo chinês por ações no Tibete, em Taiwan, em Hong Kong e no Mar da China Meridional.

Esperança e elogios a Biden

Nesta quinta-feira, a porta-voz do MNE, Hua Chunying, afirmou em conferência de imprensa que a China espera que Biden melhore as perspectivas para as duas nações e dê impulso às relações bilaterais. "Depois desse período muito difícil e fora do comum, tanto o povo chinês como o americano merecem um futuro melhor".

Chunying disse que os dois países precisam relançar iniciativas de cooperação em diversos setores e elogiou a decisão de Biden de manter os Estados Unidos na Organização Mundial da Saúde e de recolocar o país no Acordo de Paris para enfrentar as mudanças climáticas.

"Muitas pessoas na comunidade internacional aguardam que a relação sino-americana volte ao bom caminho para dar as contribuições devidas e resolver de forma conjunta desafios importantes e urgentes que o mundo enfrenta", disse.

Segundo a porta-voz, "nos últimos anos, a administração Trump, especialmente Pompeo, colocou muitas minas na relação sino-americana que precisam ser desenterradas, queimou muitas pontes que precisam ser reedificadas e destruiu muitas estradas que precisam ser reconstruídas", disse.

Especialistas preveem que embora a administração Biden vá trabalhar para normalizar as relações com a China, é improvável que os Estados Unidos mudem as políticas dos setores do comércio internacional, administração de Taiwan, direitos humanos e o Mar da China Meridional, que têm provocado crescente irritação em Pequim.

Fontes: AP/Washington Post/DW.de. Fotos: Presidente chinês Xi Jinping. Secretário de Estado americano Mike Pompeo.

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