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Cidadão anuncia entrar em greve de fome frente ao MAI na Praia: Em causa demora na devolução da viatura de serviço apreendida há mais de três meses pela PN 13 Julho 2020

Em carta remetida ao Ministério da Administração Interna, o cidadão Lucindo Moniz Gomes, proprietário da viatura apreendida pela Policia nacional ( PN) e Direção Geral de Transportes Terrestres (DGTR) durante o estado do emergência, anuncia que vai, esta segunda-feira, acompanhado da sua família, em frente ao Ministério de Administração Interna(MAI), na Cidade da Praia, iniciar, a partir das 9 horas, uma greve de fome por tempo indeterminado. Em causa está o fato de as autoridades não terem devolvido o seu carro de serviço que o MAI tem em seu poder há mais de três meses.

Cidadão anuncia entrar em greve de fome frente ao MAI na Praia: Em causa demora na devolução da viatura de serviço apreendida há mais de três meses pela PN

Nua sua missiva de 19 pontos com a data de 8 de Julho, Lucindo Moniz Gomes não esconde a sua revolta face à morosidade no atendimento do seu pedido. «Nos estamos indignados e revoltados com a forma arbitrária, abusiva e ilegal como a Esquadra de Trânsito e a DGTR têm tratado os proprietários das viaturas apreendidas durante os últimos três meses».

O autor da carta remetida ao ministro Paulo Rocha faz questão de realçar que o carro apreendido pertence à uma sociedade comercial, que por isso está parada. «É importante dizer que a viatura apreendida está afeta à uma Sociedade Comercial que, entretanto, está parada, há mais de três meses, justamente, porque a DGTR, simplesmente, decidiu não devolver a viatura que é um instrumento do exercício da atividade comercial. Enquanto isso, a Viatura está exposta ao sol, tendo inclusive notícia de extravio de peças», advertiu.

O grevista de fome denuncia tratar-se de um fato que envergonha o Estado de Direito Democrático que é Cabo Verde. «Diante destes fatos que envergonham o Estado de Direito Democrático, venho, com muita tristeza e decepção, comunicar a vossa excelência da minha intenção supra citada, cujo objectivo é denunciar esta vergonha para que todos possam saber o país que temos», lê-se na carta remetida ao ministro da Administração Interna, Paulo Rocha.

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