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Cimeira China-África dominada pelo financiamento – Cabo Verde com expectativas para ZEEM de São Vicente 03 Setembro 2018

O Fórum de Cooperação China-África’ (FOCAC), a ter lugar esta segunda e terça-feira, 03 e 04, em Pequim, abre grandes oportunidades de financiamento para os países de África, desde os PALOP — Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, que se estreia na cimeira, três anos depois de cortar os laços com Taiwan — até à gigante África do Sul.

Cimeira China-África dominada pelo financiamento – Cabo Verde com expectativas para ZEEM de São Vicente

Em Pequim reúnem-se os chefes de Estado e de governo dos 53 países africanos que fazem parte do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), criado em 2000. Para São Tomé e Príncipe e Burkina-Faso, que abandonaram os laços com Taipé nos últimos anos (em 2016 e 2018 respetivamente), esta vai ser a primeira vez que se sentam à mesa de uma cimeira do FOCAC.

A comitiva cabo-verdiana liderada pelo primeiro-ministro saiu de Cabo Verde na quinta-feira. Na véspera, 29, o presidente guineense foi o primeiro dos PALOP a deixar o país rumo à China (ver esta jornal com declarações do PM durante esta sua visita).

O presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, foi recebido sábado pelo anfitrião, o presidente Xi Jinping, que lhe reafirmou que "a China apoia firmemente Moçambique na escolha de um caminho de desenvolvimento".

Angola conta com empréstimo de 11 mil milhões

O presidente João Lourenço encontrou-se com o presidente Xi Jinping este domingo. Angola é o mais importante parceiro da República Popular da China, dentre os PALOP —Países Africanos de Língua Portuguesa—, segundo o embaixador chinês em Luanda, na semana anterior ao arranque da cimeira em Pequim.

A linha de crédito que vem sendo discutida entre as duas Repúblicas destina-se a projetos de infraestruturas. O governo angolano espera ainda obter da China apoio financeiro para continuar com o seu programa de formação, preparação e reequipamento dos quadros das Forças Armadas angolanas.


Cabo Verde espera financiamento para São Vicente

A delegação cabo-verdiana leva na agenda o pedido de financiamento para a criação da Zona Económica Especial Marítima (ZEEM) de São Vicente, a nova maternidade do Hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, um centro nacional de congressos, entre outros.

“Vamos ter um momento com o Presidente da China, com o nosso primeiro-ministro, temos vários dossiês na mesa, vários projectos importantes para Cabo Verde. Há um clima de confiança muito grande nas relações entre a China e Cabo Verde e acredito que vai ser uma cimeira muito importante para a África, vamos discutir os temas da globalização, o comércio e o investimento”, sublinhou Luís Filipe Tavares.

O governante, que já esteve três vezes na China, revelou que sempre foi “muito bem recebido” enquanto ministro da Defesa e ministro dos Negócios Estrangeiros naquele país asiático. E a provar a relação de “grande amizade e cumplicidade” com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Tavares anuncia um encontro em Nova Iorque, de 24 a 27 deste mês, setembro, "para melhor trabalhar a cooperação entre os dois países", como expressou à Inforpress antes de partir.

Retrato de família sem Suazilândia

O único dos 54 países africanos ausentes é o Reino da Suazilândia, ou Reino de E-Swantini, como o renomeou o soberano no quinquagésimo ano da independência (vide o Reino de E-Swantini: 50 anos independente muda de nome "para evitar confusões", 22.4.2018.

Suazilândia, ou E-Swantini, é — desde que, nos últimos dezoito anos, Pequim pressionou a Libéria (2003), o Senegal (2005), o Chade (2006), o Malauí (2008), a Gâmbia (2013), São Tomé e Príncipe (2016) e o Burkina-Faso (2018) a cortarem relações diplomáticas com Taipé para poderem contar com o financiamento chinês — o único Estado africano que mantém relações diplomáticas com Taiwan. A República da China-Taiwan, que data de 10 de outubro de 1911 e está no Top-25 da economia mundial, conta só com 18 aliados no mundo, na sua maioria nações pobres da América Latina e da região do Pacífico.

Fontes: Inforpress/ Jornal de Angola/ Lusa/ https://www.focac.org

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