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Cimeira de Singapura —Trump e Kim assinam ’acordo histórico para a paz’ 12 Junho 2018

Os dois presidentes assinaram, nesta terça-feira, um documento conjunto “para a desnuclearização", sem esclarecer se se trata da Península Coreana, como quer Kim, no ponto três, se da Coreia do Norte como Trump repetiu na conferência de imprensa no final. Há "garantias de segurança para a Coreia do Norte”, expressou Trump em hora de “vitória”.

Cimeira de Singapura —Trump e Kim assinam ’acordo  histórico para a paz’

“O passado ficou para trás” e “o mundo vai assistir a uma grande mudança”, expressou Kim Kong-Un, no final da reunião, ecoando as palavras triunfais do seu homólogo norte-americano, com quem "trocou palavras a sós (só os dois intérpretes estavam presentes) durante mais de quarenta minutos" antes de iniciar a reunião de trabalho.

O encontro tão aguardado começou às 15 horas locais (meia-noite em Washington) e terminou às 20 horas locais (5 da manhã em Cabo Verde). Foi um encontro histórico, marcado pela cordialidade e em que o resultado segundo os dois presidentes ultrapassou todas as expectativas.

O conteúdo total do documento ainda não foi todo divulgado, mas já se sabe que três pontos versam sobre a desnuclearização — cujo programa irá demorar entre dez e quinze anos. Outro refere-se ao repatriamento de prisioneiros mortos na Guerra da Coreia (1948-53).

O primeiro dos quatro pontos destaca o compromisso a dois: "Os Estados Unidos e a DPRK (República Popular Democrática da Coreia) comprometem-se a estabelecer uma nova relação, em conformidade com o que desejam os povos nos dois países, para a paz e prosperidade".

O segundo ponto volta a acentuar a paz: "Os Estados Unidos e a DPRK vão unir esforços para construir uma paz estável e duradoura na Península da Coreia".

O terceiro ponto especifica a desnuclearização: "Reafirmando a Declaração Panmunjom de 27 de abril de 2018, a DPRK compromete-se a trabalhar para a desnuclearização completa da península coreana".

Por fim, "4. Os Estados Unidos e a DPRK comprometem-se a recuperar os restos mortais dos POW/MIA (prisioneiros de guerra/desaparecidos em ação)" e a fazer "o repatriamento imediato daqueles já identificados."

Direitos Humanos? “Vai ser discutido depois”, promete Trump

A conferência de imprensa após o encontro ficou marcada por pedidos de esclarecimento sobre o que fora discutido em termos de Direitos Humanos, já que "o presidente da Coreia do Norte mandou executar opositores, incluindo pessoas da própria família”, como o tio e alegadamente o irmão mais velho.

O presidente dos Estados Unidos referiu que a conversa teve “muitos progressos”, sobre a desnuclearização, mas que o tema Direitos Humanos “vai ser discutido depois”. Voltou a repetir que foi “um primeiro encontro, em algumas horas”.

A resposta de Trump foi pois cuidadosa, ao lembrar que Kim ascendeu ao poder aos 26 anos e que ele tem muito tempo para aprender. Uma desculpabilização, pois, das alegadas atrocidades cometidas?

O presidente destacou que “vai haver muitos mais encontros a partir de agora” e que convidou Kim a visitar a Casa Branca, o que deve ocorrer "muito em breve".

Fontes: BBC.TV/Le Monde/WP/BBC/DW.de/ Foto: Trump e Kim no jardim do Capella Hotel na ilha turística de Sentosa, frente à Cidade de Singapura. Um encontro frutuoso para o turismo no país.

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